quarta-feira, 14 de agosto de 2019

FROZEN, uma aventura na neve no Tijuca Tênis Clube

Acompanhada por Kristoff e seu fiel companheiro, a rena Sven, a jovem Anna encontra o boneco de neve Olaf e juntos partem numa incrível aventura pelas perigosas montanhas de gelo, na esperança de trazer de volta sua irmã Elsa, a Rainha da Neve, e acabar com a terrível maldição de inverno eterno que assola o reino de Arendelle.



Serviço
FROZEN, uma aventura na neve
Temporada: 10 de agosto até 01 de setembro 
Dias e horário: sábados e domingos às 15h
Local: Teatro Henriqueta Brieba - Tijuca Tênis Clube 
Classificação indicativa : Crianças e adultos 
Gênero: Teatro musical infantil 
Tempo duração da apresentação: 60min
Ingressos: R$40 (inteira), R$20 (meia) e R$15 (sócio) 

XXX Encontro Fluminense de Dança – Helfany Peçanha no Teatro Municipal de Niterói


O Teatro Municipal de Niterói recebe no dia 18 de agosto, às 18 horas, o XXX Encontro Fluminense de Dança – Helfany Peçanha. O espetáculo beneficente será em favor do projeto social da Fundação Fluminense de Ballet – FFB.
O Encontro Fluminense de Dança já é um evento conhecido do público, que promoveu, ao longo desses trinta anos, vários intercâmbios artísticos, culturais e sociais nessa longa caminhada de esforços, encontros e criatividade à serviço da dança e seus artistas. Criado pela Maitre de Ballet e coreógrafa Helfany Peçanha, é um testemunho de compromisso com a dança nesse país.
Desde 2015, após o falecimento de sua criadora, esse evento passou a ser chamado de Encontro Fluminense de Dança – Helfany Peçanha.
Além dos vários grupos e escolas de dança participantes, o encontro terá como abertura do evento, na qualidade de convidados de honra, a Companhia de Ballet da Cidade de Niterói. Como encerramento do espetáculo, haverá um magnífico encontro, no palco, de bailarinos de cada companhia, grupos e escolas de dança participantes, que dançarão juntos a coreografia "Fragments sur Don Quichotte", de Jânia Batista - reflexões coreográficas contemporâneas sobre "Dom Quixote de Cervantes" e Extratos Coreográficos do grande clássico de Marius Petipa – “Don Quixote”, criado em 14 de dezembro de 1869, portanto há 150 anos, no Teatro Bolshoi de Moscou. Um trabalho coreográfico dedicado a mestra-mãe Helfany Peçanha, "um Quixote de vida e dança".
Escolas e grupos profissionais e pré-profissionais da dança, de todas as idades, tanto da cidade de Niterói, como de outras cidades participarão do evento, que terá como convidada especial, a Escola de Dança Maria Olenewa.


SERVIÇO
XXX Encontro Fluminense de Dança – Helfany Peçanha
Data: 18 de agosto
Horário: 18 horas
Duração: 120 min
Classificação etária: Livre
Ingresso: R$ 40,00 * 50% de desconto na compra de 01 (um) ingresso para as 50 primeiras pessoas que doarem material para dança (sapatilhas, meias, collants, etc.).
Local: Teatro Municipal de Niterói
Endereço: Rua XV de Novembro, 35, Centro, Niterói
Tel: 2620-1624

Arte para causar "Impacto" chega a São Gonçalo

 
Até o dia 3 de setembro, frequentadores do São Gonçalo Shopping terão a oportunidade de apreciar a exposição “Impacto”, do artista plástico Leonardo Santiago. Como o próprio nome da mostra diz, o objetivo do autor ao reunir essas obras é “impactar”. A iniciativa é fruto de parceria entre o shopping, a Secretaria Municipal de Turismo e Cultura (SMTC), e a Fundação de Artes, Esporte e Lazer (Faesg). O ingresso à galeria do shopping é gratuito e tem classificação etária livre.  

De acordo com a percepção do autor das obras, o ponto marcante da mostra é a personalidade de cada uma estampada nas telas. O objetivo é impactar os olhos de quem as vê. “As cores promovem emoções diferentes, como agonia, espanto, prazer, paz profunda, entre outras sensações despertadas”, auto avalia Leonardo Santiago, completando: “nossas obras são criação daquilo que existe em nós. Amo tudo o que faz parte da criação da natureza e procuro expressar isso nas telas”.


A exposição tem entrada gratuita, classificação livre, e fica na galeria de arte do São Gonçalo Shopping, que funciona de terça a sábado, das 10h às 18h; e aos domingos, das 14h às 21h. Não funciona segundas-feiras e feriados. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 3513-7200.

TERAPIA DO RISO NO TIJUCA TÊNIS CLUBE


Com a expressiva marca de 4 milhões de espectadores, o espetáculo prova que acertou no tom e faz o público rir de verdade.

A edição comemorativa “Terapia do Riso – Especial 12 anos”, traz em cena os atores Israel Linhares, Hellen Suque e Bia Guedes. A novidade fica por conta do retorno dos personagens mais marcantes de todas as edições anteriores mesclados com novos e inéditos personagens, em 70 minutos apresentação, prometem fazer o público ‘chorar de rir’. Além de novos personagens o espetáculo vai contar com participações especiais de atores convidados. A tradicional abertura da peça mantém o envolvimento da plateia no contexto da história.

O humor de estereótipos e muita interação com a plateia, continuam sendo a marca deste espetáculo que agrada a todos os públicos, que se identifica com os conflitos dos personagens apresentados.



SERVIÇO
Terapia do Riso – Especial 12 anos.
Classificação etária: 16 anos
Duração: 70 minutos
Dia e horário: 17 de agosto- sábado às 20h 
Local: Teatro Henriqueta Brieba -Tijuca Tênis Clube
Rua Conde de Bonfim 451 - TIJUCA
Classificação: 10 anos 
INGRESSOS: 40$ Inteira / 20$ Meia

Orquestra Atlântica no Municipal de Niterói


Orquestra Atlântica se apresenta, no sábado 17 de agosto, às 20 horas,  no Teatro Municipal de Niterói. A mais nova orquestra do Rio de Janeiro traz de volta a sonoridade das tradicionais Big Bands e lança seu primeiro CD,
com repertório de composições próprias e Standards da MPB
Foi a vontade de recriar a sonoridade das tradicionais orquestras do Rio de Janeiro, com um toque contemporâneo, e de preencher uma lacuna deixada por elas, que surgiu a Orquestra Atlântica, criada por grandes músicos e amigos.
Com música brasileira executada de forma tradicional e ao mesmo tempo com um toque moderno e estilo bem peculiar de um grupo que possui uma seção rítmica e de sopros que se assemelha a uma big band, a "Orquestra Atlântica" vem resgatar em seu primeiro CD, o som das grandes orquestras do Rio, com repertório de música brasileira e arranjos originais, passando por todas as tendências, incluindo, Bossa Nova, Samba Jazz, Standards da MPB e temas autorais.
“Uma nova Orquestra Brasileira com alguns dos nossos melhores músicos era tudo o que eu esperava há algum tempo.... Com uma seleção de craques e uma sonoridade de banda moderna, jazzística e brasileira, a Orquestra traz um repertório com composições próprias e standards de nossa música. Quando assisti ao show pela primeira vez, voltei para casa emocionado e muito feliz por nosso Rio de Janeiro e o Brasil ter agora uma Orquestra como essa” - Marcos Valle
A Orquestra Atlântica é formada por onze músicos que se destacam no cenário musical carioca: Marcelo Martins - Sax Tenor e Flauta; Danilo Sinna - Sax Alto e Flauta; Levi Chaves - Sax Barítono, Clarineta e Clarone; Jessé Sadoc - Trompete e Flügelhorn; Gesiel Nascimento - Trompete e Flügelhorn; Aldivas Ayres – Trombone; Wanderson Cunha – Trombone; Marcos Nimrichter – Piano; Jorge Helder – Baixo; Williams Mello – Bateria; e Dadá Costa – Percussão.
A produção musical e arranjos levam a assinatura dos integrantes da Orquestra Marcelo Martins, Jessé Sadoc e Danilo Sinna.  E o CD conta ainda com as participações especiais de Nelson Faria, Vittor Santos, Sérgio Galvão e Mauro Senise
O repertório tem músicas para matar a saudade como ‘Rio’ (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli) que abre o CD, com sabor da bossa e do samba, ‘Preciso aprender a ser só’ (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle) e ‘Inútil’ Paisagem (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira) dois clássicos da Bossa Nova; o stantard da MPB, a bossa balada ‘Nós’, composição de Johnny Alf; canções autorais de resgate do samba jazz, choro, bossa, com influências harmônicas do Jazz moderno como ‘De volta ao Rio’ de Marcelo Martins, Passeio Público de Jessé Sadoc, "Passo o ponto" de Jorge Helder e "Chico" de Danilo Sinna;
A Orquestra Atlântica foi contemplada pelo Prêmio da Música do Edital da FUNARTE 2013, que financiou este seu primeiro CD gravado em 2014, que chega agora ao mercado.



SERVIÇO
Orquestra Atlântica
Data: 17 de agosto
Horário: 20 horas
Duração: 75 min
Classificação etária: Livre
Ingresso: R$ 40,00
Local: Teatro Municipal de Niterói
Endereço: Rua XV de Novembro, 35, Centro, Niterói
Tel: 2620-1624

ESTRANHAS COISAS COMUNS


Uma mesa, duas cadeiras e muitos drinks. São os ingredientes para apimentar discussões ávidas entre Pedro, recém separado por ter sido traído (contudo é despojado, irônico e malandro), e Maria, muito inteligente, questionadora e com um humor ácido, todavia triste, por ter se tornado viúva, recentemente.

Fatos incompreensíveis da vida, porém rotineiros, serão debatidos pelos personagens, de forma cômica e irônica. Assuntos como o amor, política, rotina, dentre outros temas serão colocados
em questão, pelas visões diferentes de Pedro e Maria.
A obra é dividida entre a desilusão com o que o destino reservou para os personagens; a leveza de como a vida deve ser encarada; e o humor/paixão vencendo o antagonismo das ideias dos personagens centrais, em tempos de ódio aos que pensam diferente.


Serviço:
ESTRANHAS COISAS COMUNS 
Dias e horário: Todas às quintas feiras de agosto às 20h 
Local:Teatro Henriqueta Brieba -Tijuca Tênis Clube
Rua Conde de Bonfim 451 - TIJUCA
Classificação: 10 anos 
INGRESSOS:40$ Inteira / 20$ Meia

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Jornalista lança livro sobre a Época da Ditadura no Salão Nobre da Câmara Municipal de Niterói

O lançamento do livro " Niterói na Época da Ditadura ", será no dia 15 de agosto de 2019, às 18h30, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Niterói, na Avenida Ernani do Amaral Peixoto, no Centro de Niterói.
No dia 1º de abril de 1964, depois das tropas do General Mourão Filho terem derrubado o Governo João Goulart, o deputado estadual Afonso Celso Nogueira Monteiro discursou nas escadarias da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no centro de Niterói, então capital fluminense. Era o começo da resistência na cidade ao golpe militar. O Ginásio Caio Martins, em Icaraí, foi o primeiro estádio nas Américas usado como presídio político. Esta história é lembrada no livro “Niterói na época da ditadura”,  do jornalista Anderson Carlos Madeira de Carvalho, de 46 anos, a ser lançado no próximo dia 15 de agosto, às 18h30, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Niterói, na Avenida Ernani do Amaral Peixoto, no Centro. 
O livro conta como os 'anos de chumbo' impactaram a cidade e seus moradores. Assim como o restante da nação, vários niteroienses passaram a viver um período de terror. Já não era mais possível reunir três amigos na rua para um bate papo. Nem criticar o governo, tampouco falar de política. Todos passaram a desconfiar de todos. O clima era de medo. Professores, advogados, artistas, jornalistas, políticos e diversos profissionais com uma postura política atuante foram presos, perseguidos e torturados, além de terem a carreira interrompida. Estudantes universitários foram expulsos de suas faculdades. Sindicatos foram invadidos e sofreram intervenção.
Este livro é fruto de um trabalho de três anos, em que o autor ouviu sobreviventes daquele período e pesquisou em livros, jornais e revistas da época, além de consultar a biblioteca da Assembleia Legislativa do Rio e o arquivo da Câmara Municipal de Niterói. Teve ainda acesso aos relatórios da Comissão da Verdade de Niterói e o da Comissão da Verdade do Sindicato do Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, além de documentos do antigo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). A publicação é da Gramma Editora e o preço de capa é de R$ 60.
“O livro surgiu após uma série de entrevistas que fiz entre fevereiro e abril de 2014, para o jornal A Tribuna, intitulada 'Os sobreviventes de 1964', com ex-presos políticos da cidade. Vi que tinha uma grande história em mãos e que seria esquecida rapidamente se fosse publicada apenas em jornal, que no dia seguinte, vira embrulho para peixe. No momento atual, não só quem mora em Niterói, mas, todo mundo, precisa saber o que aconteceu”, conta o autor.

Sobre o autor:

Nascido em Petrópolis (RJ), onde passou a infância e parte da adolescência, Anderson Carlos Madeira de Carvalho formou-se em Jornalismo na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ), onde morou durante 30 anos. Hoje, mora no Rio de Janeiro. Com 22 anos de profissão, passou por diversos veículos, como os jornais diários O Fluminense e A Tribuna, ambos em Niterói, e em O Itaboraí, como repórter, além de ter sido produtor nas emissoras de televisão Vinde TV (Rio de Janeiro) e Canal 36 (Niterói) e assessor de imprensa na Associação das Empresas da Região Oceânica de Niterói, no Procon RJ e na Prefeitura de São Gonçalo. O livro “Niterói na época da ditadura” é a sua obra de estreia.



Serviço
Lançamento do livro " Niterói na Época da Ditadura "
Dia: 15 de agosto
Horário: 18h30
Salão Nobre da Câmara Municipal de Niterói
Avenida Ernani do Amaral Peixoto - Centro de Niterói

MAC Niterói promove seminário sobre negra presença na arte


O Museu de Arte Contemporânea de Niterói e o Ipeafro realizam, de 15 a 17 de agosto, a partir das 13h, o seminário “Negra presença: arte, política, estética e curadoria”, que encerra a programação da exposição "Abdias Nascimento: um espírito libertador", em cartaz no MAC. No programa, conferências e mesas de debate, com a presença de pesquisadores, artistas e curadores, como o brasileiro-congolês Kabengele Munanga e o brasileiro Muniz Sodré, entre outros.
Quem assina a curadoria é Raquel Barreto – historiadora e doutoranda pela Universidade Federal Fluminense.
 A mesa de abertura do Seminário, no dia 15, às 13h30, conta com as presenças do Diretor do MAC Niterói, Marcelo Velloso; da Diretora do IPEAFRO, Elisa Larkin; da Diretora de Cidadania, Diversidade e Territórios da Fundação de Arte de Niterói, Roberta Martins; e da curadora Raquel Barreto.
“O MAC cumpre com esse seminário seu papel de museu público: ser um espaço de debate democrático sobre a arte, sobre a representatividade na arte, sobre a ocupação dos espaços institucionais de arte. Junto com o Ipeafro, partimos da discussão do legado de Abdias Nascimento para uma reflexão sobre a negra presença na arte no Brasil e no mundo. Com o seminário, pretendemos discutir essa presença do ponto de vista estético, político e histórico tanto na produção artística quanto na curadoria. O momento da exposição de Abdias no MAC é simbólico e oportuno para o debate sobre arte e cultura afro-brasileira. Além de ser um grande nome do movimento negro como ativista, intelectual, escritor e artista, temos no momento sua primeira mostra individual em um museu de arte contemporânea no país”, afirma Marcelo Velloso.
Para Raquel Barreto, o diálogo entre o Seminário e a exposição em cartaz permite um pensar mais amplo acerca das questões que atravessam o campo das artes visuais. “O programa propõe discutir assuntos que permeiam a área da curadoria e identificar as relações possíveis entre estética, política e ativismo. Pensar um pouco da arte negra no Brasil. O Brasil ainda tem uma reconciliação histórica a fazer com os afrodescendentes e com os povos originários. E o Seminário vai proporcionar os mais diversos questionamentos em relação ao tema”.

Seminário NEGRA PRESENÇA: ARTE, POLÍTICA, ESTÉTICA E CURADORIA

15 de agosto (5ª feira)
Das 13h30 às 14h – Mesa de abertura - Marcelo Velloso (MAC Niterói) - Elisa Larkin (IPEAFRO) - Roberta Martins (Fundação de Arte de Niterói) - Raquel Barreto (curadora do Seminário)

Das 14h às 15h30 – Conferência: Abdias Nascimento: artes, política e ancestralidade africana
Conferencista: Prof. Kabengele Munanga

Das 16h às 18h – Mesa de debate: Estética, política e artistas negros
Conferencistas: Carmen Luz, Filó e Haroldo Costa.
Mediação: Julio Cesar Tavares

16 de agosto (6ª feira)
Das 14h às 15h30 – Conferência: Emory Douglas: arte e ativismo no Partido dos Panteras Negras - Conferencista: Raquel Barreto

Das 16h às 18h – Mesa de debate: A presença negra na curadoria: desafios e perspectivas
Conferencistas: Helio Menezes e Marcelo Campos
Mediação: Thaís Rocha

18h - Performance - Labirito de luzes, por Reginald Adams

17 de agosto (sábado)
Das 14h às 15h30
Conferência: Corpo e dança na cultura nagô
Conferencista: Prof. Muniz Sodré

Das 16h às 18h00 – Roda de conversa: Arte e artistas negras na contemporaneidade - participação de: Coletiva Trovoa, Coletivo Rato Preto, Mariah Rafaela, Milena Lizia e outras.  
Mediação: Keyna Eleison

Sobre Kabengele Munanga:


antropólogo e professor brasileiro-congolês. Especialista em antropologia da população afro-brasileira, com especial foco na questão do racismo na sociedade brasileira, é graduado pela Université Oficielle du Congo (1969) e doutor em Antropologia pela Universidade de São Paulo (1977). Kabengele nasceu em 1942 na aldeia de Bakwa Kalonji, no Congo Belga, membro dos lubas. Em 1964, ingressou no curso de Ciências Sociais da Universidade Oficial do Congo, em Lubumbashi, inscrevendo-se dois anos depois no recém-criado curso de Antropologia. Ao terminar a graduação em 1969, foi convidado para fazer mestrado na Universidade de Lovaina, na Bélgica. Kabengele voltou ao Congo para terminar sua dissertação, mas não pode concluí-la, pois o domínio político da ditadura da recém-criada República do Zaire sobre a universidade o impediu. Chegou ao Brasil por convite do professor Fernando Mourão, da Universidade de São Paulo, onde terminou seu doutorado. Em 1980, assumiu a cadeira de Antropologia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte e no ano seguinte, mudou-se para São Paulo, onde, além de lecionar antropologia da Faculdade de Filosofia, vice-diretor do Museu de Arte Contemporânea, foi diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia e do Centro de Estudos Africanos da USP. Agraciado com a Ordem do Mérito Cultural em 2002, é autor de cinco livros: Negritude: Usos e Sentidos (1988); Racismo: Perspectivas Para Um Estudo Contextualizado Da Sociedade Brasileira (co-escrito com Carlos Alberto Hasenblag e Lilia Moritz Schwarcz, 1998); Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra (1999); "O Negro no Brasil de Hoje" (co-escrito com Nilma Lino Gomes, 2006); e Origens Africanas do Brasil Contemporâneo (2009). 

Sobre Muniz Sodré:


Bahiano de São Gonçalo dos Campos, é jornalista, sociólogo e tradutor. Pesquisador no campo da comunicação e do jornalismo, é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Escola de Comunicação, e exerceu de 2005 a 2011, o cargo de Presidente da Fundação Biblioteca Nacional. Seu interesse teórico centra-se na produção da cultura, tanto em nível industrial - isto é, o que se produz no campo tradicionalmente abarcado pelo nome, já algo defasado, de indústria cultural, ou simplesmente "mídia" - quanto no nível das expressões simbólicas de origem popular. Dirigiu a TV Educativa e publicou quase uma centena de livros e artigos, na área da comunicação (jornalismo em especial), mas também livros de ficção e um romance ("O bicho que chegou a feira"). Algumas obras tornaram-no mais conhecido, como "Monopólio da Fala" (sobre o discurso da televisão) e "Comunicação do Grotesco" (sobre programas de TV que exploram escândalos e aberrações). Um dos poucos teóricos brasileiros na área de comunicação que têm circulação e respeitabilidade no exterior, Muniz Sodré é professor e palestrante de diversas instituições em países como Suécia, França, Estados Unidos, Espanha, Portugal, Colômbia, Bolívia, Uruguai, Peru dentre outros. É membro de várias associações científicas, entre as quais a Association Internationale des Sociologues de Langue Française (sede em Toulouse, França). Na Escola de Comunicação, é membro do Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária (LECC), que trabalha as questões da comunidade e das possibilidades de uma comunicação alternativa. Alguns de seus livros são traduzidos em países como Itália, Bélgica, Espanha, Cuba e Argentina.

O MAC Niterói fica no Mirante da Boa Viagem, sem número
Informação: (21) 2620-2400

A obra de Scholastique Mukasonga em destaque no clube de leitura "Leia Mulheres"


No dia 18 de agosto, domingo, das 15h às 17h, acontece o encontro do clube de leitura "Leia Mulheres", roda de leituras focada em autoras mulheres do Solar do Jambeiro. Neste mês, o livro a ser debatido é "A mulher de pés descalços" da escritora tutsi de Ruanda, Scholastique Mukasonga, uma sobrevivente dos massacres em seu país natal ocorridos na década de 1990. A entrada é gratuita. 
O grupo faz reuniões mensalmente, onde os participantes se encontram para debater a obra do mês. Os livros são escolhidos presencialmente pelos integrantes, com pelo menos três meses de antecedência. Além disso, o "Leia Mulheres" evita trazer autoras repetidas e tenta diversificar suas escolhas pensando no país de origem das escritoras, sua etnia e sua orientação sexual, por exemplo. 
Nascida em 1956, Scholastique Mukasonga conviveu desde a infância com a violência e a discriminação oriundas dos conflitos étnicos em seu país. Em 1960, sua família foi forçada a ir viver em Bugeresa, uma das áreas mais pobres e inóspitas de Ruanda. Dois anos antes da Guerra Civil que devastou seu país, Mukasonga mudou-se para a França, onde vive até hoje, e publicou o livro autobiográfico "Inyenzi ou les Cafards", que marcou sua entrada na literatura, em 2006. 
O romance "A mulher de pés descalços" (La femme aux pieds nus, 2008) foi escrito em memória de Stefania, a mãe da escritora, assassinada pelos hutus, durante os conflitos. Naquele momento, Scholastique Mukasonga já estava radicada na França, e viu à distância sua família ser dizimada. Escritora e ativista da diáspora negra, ela toma para si o chamamento para dar voz à dor e à perda. Às lembranças de um paraíso perdido, onde Stefania era uma senhora alegre e casamenteira, que dava conselhos às moças em torno do amor e da vida matrimonial, se mesclam imagens terríveis, como o medo constante e busca de esconderijos seguros para salvar seus filhos do extermínio. O título do livro remete ao fato de que, contrariando uma tradição local, pela ausência da filha, Stefania morreu com os pés descalços. 



SERVIÇO
Leia Mulheres

Leitura de "A mulher de pés descalços" de Scholastique Mukasonga  
Data: 18 de agosto, domingo
Horário: 15h
Classificação indicativa: Livre
Solar do Jambeiro
Rua Presidente Domiciano, 195, Boa Viagem
ENTRADA GRATUITA

Elke Maravilha ganha exposição em sua homenagem no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno


Uma especial e merecida homenagem a uma das principais artistas, falecida em 2016. Esta foi a ideia do amigo e artista Uly Riber ao organizar a exposição “Elke, Maravilha de Mulher”, dedicada a Elke Maravilha – russa, com cidadania alemã, radicada no Brasil. A mostra será aberta, no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, no dia 17 de agosto, sábado, às 18h, mês em que Elke faleceu, aos 71 anos.
 A exposição apresenta dez rostos da artista, clicados por Uly de 1990 a 2016, além de flashes do cotidiano de Elke, alegremente entre amigos, incluindo o próprio fotógrafo. Registro do último aniversário dela (22 de fevereiro de 2016) – no apartamento do Leme, no Rio – também fará parte da mostra, bem como alguns objetos e roupas que muito demonstram a extravagância criada por ela mesma, fantasia verdadeira de Elke Maravilha.
Atriz, cantora, lutadeira no viver, Elke Grunupp – mais conhecida como Elke Maravilha – tem seu trabalho reconhecido no teatro, cinema e televisão. Talento, simpatia, sinceridade, graça e alegria inigualáveis, a artista permanece no coração brasileiro. Sempre a distribuir beijos, abraços, poses, clics, gargalhadas, por plateias e ruas, tornou inesquecível o simples-afetuoso “Oi, Criança!”
Sobre o artista
Uly Riber, ator, jornalista, poeta, fotógrafo profissional, realizou em 1983, no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, a sua 1ª Mostra Fotográfica – Uly, Trilogia de Grandes Momentos, com cenas de nomes importantes da MPB. Já abriu cerca de 150 individuais no Brasil e no exterior. Em Niterói, apresentou, ainda, ‘Caras de Anjo, Mulheres, Mães e Filhos, Brincando com as Cores, Raízes’. Foi indicado ao Prêmio Sharp 1989, pela foto de Angela Roro para a capa do disco ‘Prova de Amor’. Atualmente, desenvolve três projetos artísticos – ‘Olhar o Mar e Terra que te quero Cores’, fotos, além de ‘Pedaços de um Poeta’, o primeiro livro de poemas.


SERVIÇO
Exposição “Elke, Maravilha de Mulher” 
Abertura: 17 de agosto de 2019, sábado, às 18h
Período: de 18 de agosto a 28 de setembro de 2019
Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 10h às 17h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 15h
Entrada: Gratuita
Local: Galeria Quirino Campofiorito - Centro Cultural Paschoal Carlos Magno – Icaraí, Niterói
Endereço: Rua Lopes Trovão s/ nº - Icaraí – Niterói
Telefone: 2610-5748