sexta-feira, 15 de novembro de 2019

I Salão do Leitor – Niterói Cult” ocupa o Sola do Jambeiro, em 4 dias inteiros de programações literárias


As comemorações pelo aniversário de Niterói continuam com o “I Salão do Leitor - Niterói Cult”, que vai ocupar o histórico Solar do Jambeiro com diversas atividades literárias e com as presenças de alguns dos mais importantes autores, artistas e pensadores brasileiros, que vão falar de humor, política, futuro, cinema, quadrinhos, escrita, conto, prosa e poesia, sempre pautados pelo protagonismo do leitor, o ‘consumidor final’.

Na programação, nomes como Paulo Lins, Roberto DaMatta, Claudia Nina e Cristiane Costa (21/11); Laura Carvalho, Marcelo Moutinho,  Luiz Ruffato, Ana Maria Gonçalves, Cristian Brayner, Samuel Abrantes e Flávia Oliveira (22/11); Marco Lucchesi, Ricardo Aleixo e Claufe Rodrigues (23/11); Rosane Svartman, Eliane Alves Cruz, Otávio Jr, Luciana Bezerra e Luciano Vidigal (24/11).

Paralelos aos encontros, há o palco aberto e ‘farmácia literária’, batalhas poéticas em rodas de rima e Slams de poesia, sarau, feira de HQs, oficinas da escola de desenho Animator Studio e contação de histórias, além de atividades para crianças e idosos oferecidas pela Biblioteca Parque de Niterói.
Encontro de jovens com Paulo Lins, fórum das festas literárias e livros dos ‘Cassetas’

Também está confirmada, na Ocupação Biblioteca Parque, a participação dos ‘Cassetas’ Beto Silva (lançando o livro o livro ‘Estão Matando os Humoristas’, no dia 21, com mesa de autógrafos) e Hélio de La Peña (que vai fazer leitura do seu romance infanto-juvenil ‘Vai na bola, Glanderson!’, no domingo, dia 24). Paulo Lins – roteirista e escritor, autor do histórico romance ‘Cidade de Deus’, participa da Ocupação, em um encontro com jovens leitores, alunos do ensino fundamental.

O ‘lugar’ desses jovens leitores é uma das pautas do encontro ‘A Festa Literária do Amanhã - Como será?’, no dia 21 de novembro,  com o Secretário Municipal das Culturas de Niterói, Victor De Wolf, e representantes das principais festas e movimentos literários do Estado do Rio. Um espaço para pensar em como vão ser as festas literárias no futuro e quem é o seu público, com mesa/ troca de ideias aberta. Estarão presentes Bruno Vater (CUFA - Festival Favela Literária); Celso Possas Jr. (Feira Literária de Niterói - Flinit); Cristina Oldemburg (Festa Literária da Serra Imperial - FLISI); Dani Bernardino (Festa Literária das Periferias - FLUP); José Fontenele (Festa Literária de Campo Grande - Flicamp); e Rodrigo Santos (Sarau Noite na Taverna).

Do ‘outro lado do balcão’, com a palavra, o leitor: O Fórum de Clubes de Leitura acontece no domingo, dia 24 em um papo com clubistas-leitores e o produtor e escritor Otávio Jr – o ‘livreiro do Alemão’, fundador da primeira biblioteca do Complexo do Alemão.


Palco aberto, “Minuto do leitor”, oficinas, “farmácia literária”, Baile da UG e vagas limitadas

Com a proposta de proporcionar ao leitor um encontro mais próximo e acessível com autores e artistas, o evento proporciona ao público um amplo espaço para a fala e troca de ideias. Para participar das mesas da programação principal e oficinas, basta se inscrever em bit.ly/vemprosalao .

E o público está convidado a participar ativamente. Antes de cada encontro da programação principal, tem o ‘Minuto do leitor’, onde os visitantes ocupam o palco para falar sobre os temas propostos e suas experiências como consumidor de cultura. Um microfone vai estar aberto o tempo todo e de livre acesso para poesia, prosa, recados e manifestos do público e convidados.

Outra atividade proposta para os leitores é a ‘Pharmácia de Encantamentos’, uma ‘farmácia literária’, onde boticários especialistas da Biblioteca Parque vão fazer atendimento literário-farmacêutico, com prescrição de livros (cuidado com os tarja-preta!)

Em parceria com o Animator Studio, referência na formação em desenho e animação, vai haver, ainda, uma exposição de quadrinhos aberta durante o Salão, e feira de quadrinistas independentes no fim de semana. Oficinas de história em quadrinhos, mangá, animação em stop motion e brush lettering (de 21 a 24, com turmas das 10h às 12h e das 14h às 16h, com vagas limitadas) complementam a programação.

E não para por aí! Música com o coletivo UjimaGang  leva para o Salão do Leitor uma edição especial do Baile da UG, com roda de rima e DJs animando a sexta-feira com hip-hop, trap, funk, samba e soul, nos Jardins do Solar do Jambeiro (dia 22 de novembro, às 20h).

Todas as atividades do I Salão são GRATUITAS e têm como eixo o leitor e o ler, experimentado nas mais diversas formas, sem hierarquias ou disciplinas. Da oralidade dos griots, bardos e slammers aos hiperlinks e redes sociais, ler é sempre colocar-e à escuta do outro. O I Salão do Leitor - Niterói Cult é uma realização da Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas e da Fundação de Arte de Niterói, com curadoria do Instituto Zuzu Angel.

Programação completa
21 de novembro | Quinta-feira
Programação I Salão do Leitor


9h – Abertura do I Salão do Leitor
Débora Moreno, Fernanda Sixel e Hildegard Angel (curadora)

10h - Sociedade relacional ou polarizada?Em suas relevantes obras, Gilberto Freyre e Roberto DaMatta pensaram a sociedade brasileira por meio de metáforas da mediação de conflitos, respectivamente, o equilíbrio de antagonismos e sociedade relacional. Como reaprender a lidar com posições extremas no Brasil polarizado de hoje em dia?
Roberto DaMatta (Antropólogo e professor, referência intelectual brasileira)
Mediação: Valter Sinder (UERJ / PUC-Rio)

14h - Fórum - Como será a Festa Literária de amanhã?Como será o amanhã? O samba-enredo esclareceu a dificuldade da pergunta: Responda quem puder. Neste Fórum, dedicado à organização de encontros literários, uma resposta possível se delineia. No caso, a criação de redes de diálogo e o estabelecimento de novas cooperações podem fecundar e ampliar o alcance das Festas Literárias atualmente realizadas no estado do Rio de Janeiro.
Bruno Vater (CUFA - Festival Favela Literária); Celso Possas Jr. (Feira Literária de Niterói - Flinit); Cristina Oldemburg (Festa Literária da Serra Imperial - FLISI); Dani Bernardino (Festa Literária das Periferias - FLUP); José Fontenele (Festa Literária de Campo Grande - Flicamp); e Rodrigo Santos (Sarau Noite na Taverna).
Mediação: Victor De Wolf (Secretário das Culturas de Niterói)

16h - O público leitor do futuro
As festas literárias que se multiplicam no Brasil somente vão alcançar seu pleno potencial no momento em que a formação do público leitor do futuro ocupar o centro dos encontros. Como vai ser a leitura num mundo cada vez mais dominado pelo universo digital e audiovisual?
Paulo Lins (Escritor e roteirista, autor de “Cidade de Deus”)
Mediação: João Cezar de Castro Rocha

18h - De perto e de longe
A cultura brasileira definiu-se, desde o século XIX, por meio de uma oscilação entre o próprio e o alheio, isto é, entre o olhar estrangeiro e a determinação nacional. Como se forma um olhar literário forjado na distância, no exílio, no desterro, na mudança abrupta de rumos?
Cristiane Costa (Escritora e professora-doutora da ECO-UFRJ, autora de “Sujeito Oculto”) e Cláudia Nina (Doutora em Letras e romancistas, autora de “Esquecer-te de mim” e “Paisagem de porcelana”.
Mediação: Ana Maria Amorim

19h - Um Brinde à Poesia (Varanda do Solar), com a poeta Lucilia Dowsley
20h - Poetry Slam - Batalha de poesia falada (Jardins do Solar)
Slam Res.Peita e Slam Praça Preta
Slammaster e poeta convidado: Rodrigo Santos (Noite na Taverna)

Programação Ocupação Biblioteca Parque de Niterói - Salão Vermelho

10h - Oficina de Origami
12h - Encontro de Paulo Lins com alunos
15h - Mar de Estórias - Contação de histórias com Bia Hetzel e Mariana Massarani, autoras do infantil “Bagunça no Mar”
17h30 - Lançamento do livro ‘Estão Matando os Humoristas’, de Beto Silva (autógrafos, selfies, beijinhos e papo com o autor!)

22 de novembro | Sexta-feira
Programação I Salão do Leitor

10h - A Biblioteca de Foucault
A imagem consolidada do bibliotecário remete a uma pessoa protegida por anacrônicos balcões, como se estivesse entrincheirada, em guarda contra uma figura impertinente: o público leitor. Como alterar essa imagem, transformando a biblioteca em um espaço sedutor e inclusivo?
Cristian Brayner (Bibliotecário da Câmara dos Deputados e um dos mais importantes pensadores da renovação do espaço e das funções da biblioteca.)
Mediação: João Cezar de Castro Rocha (UERJ)

12h - A moda na construção da imagem midiáticaO universo digital potencializou, na forma de uma cultura do selfie e da exposição contínua, a preocupação com os modos de autoapresentação associados à projeção da própria imagem tornou-se onipresente. Nesse cenário, como repensar a ideia mesma de moda?
Samuel Abrantes (Professor da UFRJ e histórico figurinista de teatro, cinema e carnaval)
Mediação: Hildegard Angel (Curadora – Instituto Zuzu Angel)

14h - Quem conta um conto…O conto é geralmente visto como um gênero menor, como se fosse um laboratório. Ademais, costuma-se apontar a comercialização do gênero, que seria mais difícil do que a do romance. No entanto, a literatura brasileira sempre possuiu e possui contistas de altíssimo nível, assinalando a potência do gênero.
Evando Nascimento (Escritor e ensaísta, autor de “Cantos profanos”) e Marcelo Moutinho (Um dos mais consagrados contistas da literatura brasileira, autor de “Ferrugem”, Prêmio Clarice Lispector da Biblioteca Nacional)
Mediação: Daniele Ramalho

16h - Ensaios e errosO ensaio como forma, ou seja, como gênero próprio, tem estimulado discussões de grande fecundidade. Ao mesmo tempo, o ensaio tem sido na história do pensamento social brasileiro uma ferramenta intelectual indispensável para pensar o país, sua formação e seus impasses: ensaios e erros, por assim dizer.
Laura Carvalho (Professora da USP e autora do best seller “Valsa brasileira: do boom ao caos econômico”)
Mediação: Rita Palmeira
18h - Que país é este?
A ficção desempenhou na cultura brasileira um papel ensaístico de grande importância desde o século XIX. Autores como José de Alencar e Machado de Assis, a par de desenvolverem projetos literários próprios, ajudaram a pensar o país. Como se situa a ficção do século XXI em relação a esse projeto?
Luiz Ruffato (Premiado autor de “Eles eram muitos cavalos”, marco literário nacional) e Ana Maria Gonçalves (Autora do épico “Um defeito de cor”, que está sendo adaptado em super-série da TV Globo)Mediação: Flávia Oliveira

19h30 - Poesia de Ana Cruz (Varanda do Solar)

20h - Baile da UG com Roda de Rima (Jardins do Solar)
O coletivo UjimaGang leva para o Salão do Leitor O MELHOR BAILE DE NITERÓI! 

Programação Ocupação Biblioteca Parque de Niterói - Salão Vermelho
11h - Tapetes Indígenas Contadores de Histórias - contação de histórias + oficina de artesanato com Edith Lacerda e Silvia Carvão
14h30 - Colo de Avó
 - contação de histórias
16h - Oficina Tecendo Textos com fios indígenas
18h - Aula de Dança
18h30 - Coisas da Antiga / Música e literatura


23 de novembro | Sábado
Programação I Salão do Leitor
14h - Cultura como projeto de vidaFormação: palavra-chave, herdada do romantismo alemão, imortalizada no gênero do Bildungsroman, justamente o “romance de formação”. A noção de Bildung implica o gesto de sich bilden, isto é, o construir-se, o edificar-se. Como tornar a cultura um método de auto aperfeiçoamento em pleno século XXI?
Marco Lucchesi (Presidente da Academia Brasileira de Letras)
Mediação: Anélia Pietrani

16h - Poesia numa hora dessas?
Ricardo Aleixo recorda: “(...) o poemanto / é um modo de contestação / das velocidades”. Como tornar o tempo da performance alheio à celeridade contemporânea? Claufe Rodrigues pergunta: “Por quantos séculos / ainda teremos que escrever versos afoitos / em noites famintas / à beira do fracasso/ meu grande poeta Jorge de Lima?” Numa hora dessas, como afirmar a potência da poesia?
Ricardo Aleixo (performer e artista visual, um dos mais potentes e originais nomes da poesia brasileira contemporânea) e Claufe Rodrigues (jornalista, músico e poeta, integrante original do grupo “Camaleões”)
Mediação: João Cezar de Castro Rocha (UERJ)

Programação Ocupação Biblioteca Parque de Niterói - Salão Vermelho
11h30 - Tuiny - Contação de Histórias
14h - Cascudinho, o peixe contador de histórias - conversa com autor José Ribamar Bessa
15h30 - "Um Novo Par" - contação de histórias com Mariana Samora


24 de novembro | Domingo
Programação I Salão do Leitor
Solar do Jambeiro

10h - Cinema: Releituras
O cinema nacional possui uma relação orgânica com a literatura: alguns de seus maiores sucessos surgiram da transcrição de textos clássicos para as telas. Ao mesmo tempo, o cinema brasileiro já se constituiu numa referência. Como cineastas jovens lidam com os clássicos da sétima arte?
Luciana Bezerra (cineasta, roteirista e escritora, autora de “Meu destino era o Nós do Morro”) e Rosane Svartman (cineasta, roteirista e autora de telenovelas; “Bom Sucesso” entre elas)
Mediação: Luciano Vidigal

14h - Fórum de Clubes de LeituraNo século XVII, o filósofo francês Descartes referiu-se à leitura “como uma conversa com os melhores espíritos dos séculos passados”. No século XVIII, o autor romântico alemão Jean-Paul recordou que “livros são cartas dirigidas a amigos, apenas mais longas”. Em pleno século XXI, os Clubes de Leitura atualizam essa potência da leitura literária, permitindo formas novas de apropriação da tradição.
Clube de Leitura Icaraí, Clube de Leitura Palavra Mágica, Clube de Leitura da Blooks, Clube de Leitura Papa Livros
Mediação: Otávio Jr

16h - Futuro do público leitor
Por muito tempo, e não apenas no Brasil, o repertório literário padecia de um limite: sempre se achava feio o que não era espelho e a imagem nele projetada refletia uma parcela pequena da população. Em que medida o futuro, e necessário, aumento do público leitor dependerá da ampliação do repertório literário?
Eliana Alves Cruz (Jornalista e escritora, autor de “O Crime do Cis do Valongo”)
Mediação: Maria Aparecida Andrade Salgueiro

19h - Poetry Slam (Jardins do Solar)
Slam Res.Peita e Slam Praça Preta
Slammaster e poeta convidada: MC Martina (Slam Laje)

Programação Ocupação Biblioteca Parque de Niterói - Salão Vermelho
10h30 - Tatu Canta Cá
11h30 - Daniele Ramalho – Contação de histórias
15h - Verônica Marcílio – Contação de histórias
16h - Helio de La Peña - Conversa com o autor e leitura de seu livro “Vai na bola, Glanderson!”, romance de humor que se passa nos campinhos de pelada dos subúrbios cariocas.
17h - Clarissa Worcman - oficina de teatro e contação de histórias
18h - Baile da Barraca (forró)

Todos os dias - o dia todo!

Programação Espaço HQ - Salão Amarelo
Exposição de quadrinhos - 21 a 24/11, das 10h às 20h
Feira de quadrinhos independentes - 23/11 e 24/11, das 10h às 20h
Oficinas da Escola de desenho Animator - 21 a 24/11, turmas das 10h às 12h e 14h às 16h.
(20 vagas - inscreva-se em bit.ly/vemprosalao)
Pharmácia de Encantamentos (aberta de 21 a 24/11, das 10h às 20h)
Atendimento literário-farmacêutico com prescrição de livros. Parceria com a Biblioteca Parque de Niterói. Solar do Jambeiro - Estufa

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Os 3 Amigos, MC Leozinho e Claudio Zoli comemoram juntos o aniversário de Niterói na Praia de Piratininga


A cidade de Niterói completa 446 anos no mês de novembro e a Prefeitura preparou uma intensa agenda cultural para celebrar a data, com festivais de música, dança e shows com diversos nomes consagrados. Tudo de graça. No domingo, a programação promete ser intensa no palco montado na Praia de Piratininga. Às 17h, sobem ao palco Marcos Sabino, Dalto e Byafra, três niteroienses, que marcaram seus nomes na história da MPB. MC Leozinho e Claudio Zoli fecham a noite.

Os 3 Amigos - Marcos Sabino, Dalto e Byafra






O cantor e compositor niteroiense Marcos Sabino integrou, ainda adolescente, um conjunto de rock chamado "Os Inocentes". Ao longo de sua carreira, chegou a gravar dez discos. Seu primeiro e maior hit nacional foi a balada romântica "Reluz", em 1982. Lançada em compacto simples, daria título, mais tarde, a seu primeiro LP, que chegou a vender mais de 550 mil cópias. Algumas de suas composições integraram trilhas sonoras de novelas da TV Globo como "Sabe" ("Pão pão, beijo beijo"), "Dança das horas" ("Ti-ti-ti"), "Adoro", ("Bebê a bordo") e "História de amor" (da novela homônima).

Dalto teve sua voz reconhecida, a partir de 1968, como vocalista da banda de rock "Os Lobos". "Fanny", um charleston que compôs em parceria com Claudio Rabello, conquistou as rádios. Com o grupo, Dalto também gravou "Miragem" e participou do Festival da Canção de 1971. Seu primeiro compacto, "Flash Back" (1974) vendeu 50 mil cópias, mas apenas em 1981, estourou como compositor com a canção "Bem-te-vi", gravada e interpretada por Renato Terra. Em 82, nasceu "Muito Estranho", nome do disco e da canção histórica que ficou um ano inteiro no "hit parade", vários discos de ouro, platina, e mais de um milhão de cópias vendidas.

Em 1970, surgiu em Niterói a banda "O Circo", que lançou Maurício Pinheiro Reis, o Byafra, como vocalista. Compositor de muitos temas de novelas, lançou 14 álbuns, que venderam mais de meio milhão de cópias. Byafra lançou em 1979, o LP "Primeira Nuvem", tendo "Helena", a música de trabalho, rapidamente adotada pelas rádios de todo o Brasil. Em 1981 ganhou o disco de ouro com o álbum "Despertar", que tinha como carro chefe a canção "Leão Ferido". Um novo disco de ouro veio em 1984 com o álbum "Existe uma Ideia", que estourou nas rádios com a canção "Sonho de Ícaro".

MC Leozinho

Leonardo Freitas Mangeli de Brito, mais conhecido no mundo da música como MC Leozinho, é um cantor e compositor de funk niteroiense. Seu primeiro sucesso foi o hit "Ela Só Pensa em Beijar (Se ela dança, eu danço)", lançado ainda em 2006. Além delas, o músico também é o autor de "Toda Gostosa", lançada em 2012 e tema da novela "Salve Jorge", veiculada pela Rede Globo, e as músicas "Solteirinha da Pompéia" e "Hoje eu tô descontraída", lançadas em 2013 na novela "Sangue Bom". Ao longo de sua trajetória, MC Leozinho realizou diversas apresentações na televisão, principalmente no SBT, nos programas dominicais de Celso Portiolli e Silvio Santos. E, em 2009, o fez parte da segunda edição do reality show "A Fazenda", da Rede Record. Em 2014, Mc Leozinho foi atração da arena Fifa FanFest, no Rio de Janeiro.

Claudio Zoli


Com a experiência de mais de 30 anos de carreira e mais de 10 discos gravados, o cantor e compositor Claudio Zoli cresceu ouvindo Marvin Gaye, Stevie Wonder, Tim Maia e, ainda garoto, começou a cantar e a tocar violão. Em 1992, recebeu o Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) com o álbum "Fetiche". Em 2001, ganhou o Disco de Ouro com o álbum "Na Pista". Em consequência do grande sucesso, em 2002, lançou o DVD "Na Pista", gravado no Direct TV Music Hall. Em homenagem a Cassiano e Tim Maia, lançou, em 2005, o álbum "Zoli Clube", que reúne clássicos da Soul Music Brasileira. Em 2014, após cinco anos sem lançar um disco de inéditas, Claudio Zoli produziu um novo trabalho que considera um divisor de águas em sua carreira. Intitulado "Amar Amanhecer", o trabalho revela também o lado produtor e arranjador do artista.


SERVIÇO
3 Amigos - Marcos Sabino, Dalto e Byafra
MC Leozinho
Claudio Zoli
Data: 17 de novembro, domingo
Horário: 17h
Classificação indicativa: Livre
Local: Praia de Piratininga – em frente à Praça do antigo Toboágua – Niterói

Dia da Consciência Negra terá Mart'nália e Velha Guarda da Mangueira


Niterói completa 446 anos no dia 22 de novembro e a Prefeitura preparou para todo o mês, uma diversificada programação cultural para celebrar a data, com festivais de música, dança e shows com diversos nomes consagrados. A celebração segue na quarta-feira, 20, na Praça Leoni Ramos (Cantareira), com a 11ª edição do "Viva Zumbi”, em homenagem ao Dia da Consciência Negra, que se encerra, a partir das 17h, com os shows da Velha Guarda da Mangueira e da cantora Mart'nália.


11º Viva Zumbi Niterói na Praça da Cantareira

A 11ª edição do “Viva Zumbi Niterói” terá um dia inteiro com apresentações artísticas e culturais com o principal objetivo de valorizar a história, a religiosidade e a cultura do povo negro. O evento, que terá início às 10h, integra a Semana da Cultura Negra, que foi incluída no calendário oficial da cidade em 2014, com a aprovação do Estatuto Municipal de Igualdade Racial.

O evento conta com a Feira Baobá, tenda do acarajé, tenda de capoeira, feijoada gratuita (às 13h), rodas de debates, lavagem da estátua de Zumbi, feira de artesanato, comidas típicas, exposição de fotografia e de roupas de matrizes africanas e Feira Literária, além de uma roda de jongo, e apresentações com grupos e artistas, como o Ás de Ouro, Baque Mulher, Moça Prosa, Linda Baobá, Baile Black, entre outros. A festa se encerra, a partir das 17h, com shows da Velha Guarda da Mangueira e da cantora Mart'nália.
A entrada é livre e gratuita.

 Atrações:

Mart'nália


Mart'nália samba desde que nasceu. Desde muito pequena, acompanhava o pai, Martinho da Vola, nas rodas de samba de Vila Isabel e foi assim que se apaixonou pela música. Foi lá que se aproximou ao mundo do samba, aprendeu a sambar, cantar, tocar violão e pandeiro.

Entre as décadas de 80 e 90, chegou a gravar dois discos "de brincadeira", como ela mesma gosta de dizer. Em 2002, lançou seu terceiro álbum, "Pé do meu Samba", que ela considera seu primeiro "de verdade", produzido por Celso Fonseca e dirigido por Caetano Veloso. O trabalho foi unanimemente elogiado pela crítica e rendeu uma longa e produtiva temporada de shows, registrada em CD e DVD.

Em 2006, foi indicada ao Grammy como o melhor CD de samba gravado ao VIVO "Mart’nália em Berlim", lançado em 2007. Em 2008, faz show no Festival de  Montreaux, Londres, Amsterdã, Tubigen, Lisboa, Nova Iorque e Miami, fechando o ano com chave de ouro no Reveillon de Copacabana, quando cantou para um publico estimado em dois milhões e meio de pessoas.

Em 2010, a cantora participou do renomado Festival Back 2 Black e participou no disco do pai, cantando o samba enredo da Vila Isabel sobre Noel Rosa. Em abril, Mart'nália organizou uma Roda de Semba - ritmo angolano - para o DVD África, com ilustres convidados como Gilberto Gil, Carlinhos Brown, Martinho da Vila e Mayra Andrade (de Cabo Verde).

Amparada nos arranjos sempre elegantes de Celso Fonseca em parceria com o saudosíssimo baixista Arthur Maia, a artista lançou em 2019 seu mais recente álbum "Mart'nália canta Vinicius de Moraes". Sua voz a um tempo rasgada e suave, pé do nosso samba, traduz o amor pelas mulheres, a compaixão pelos desfavorecidos, a impaciência com os medíocres, tudo o que é motivação para os versos sempre tão bem construídos de Vinicius, numa linguagem íntima porém desacorrentada.

Velha Guarda da Mangueira


Fundada em 10 de Julho de 1956, por Cartola, Carlos Cachaça, Aluísio Dias e outros bambas da Verde e Rosa, a Velha Guarda Musical da Mangueira é formada por alguns dos mais experientes e melhores músicos da Escola e também um dos grupos musicais mais populares do Brasil. São 63 anos fomentando o Samba por todo o país e no exterior.

Ao longo dos anos, a Velha-Guarda teve vida incerta e sumiu durante longos períodos, reunindo-se esporadicamente para shows, com formação inconstante. Nesses períodos trazia em seu repertório sambas de terreiro, clássicos de Carlos Cachaça, Cartola e Nelson Cavaquinho, e, ainda, composições dos novos valores que iam tomando corpo na comunidade mangueirense.

Em 1986, o grupo voltou a se reunir, desta vez, liderado por Aluízio Dias, Darcy da Mangueira e mestre Aryzinho. Dois anos depois, em 1988, o produtor japonês Katsunori Tanaka conheceu os compositores da Mangueira e teve a ideia de produzir um disco com a "Velha-Guarda", lançado só ano seguinte.

Em 2017, o cineasta Pedro Von Krueger fez sessão de pré-estreia do documentário "Memória em Verde e Rosa". O filme conta a história de vários integrantes da Velha Guarda e de outros personagens importantes da Mangueira, tendo o cantor e compositor Tantinho da Mangueira como fio condutor das histórias narradas e lembranças de fatos com Cartola, Nélson Cavaquinho e Padeirinho, além de entrevistas com Seu Nego, Nélson Sargento e Delegado, entre outros.

Com uma discografia que já soma uma dezena de trabalhos, neste ano de 2019, o grupo lançou o CD "Velha Guarda Musical da Mangueira, Canta Geraldo Pereira", produzido para celebrar o centenário do compositor mangueirense e que contou com participações especiais de Alcione, Maria Bethânia, Leci Brandão, Zeca Pagodinho e Nelson Sargento.


SERVIÇO
11º Viva Zumbi no Dia da Consciência Negra (a partir das 10h)
Show com a cantora Mart'nália e a Velha Guarda da Mangueira
Data: 20 de novembro, quarta-feira
Horário: a partir das 10h
Local: Praça da Cantareira, São Domingos - Niterói

Memória Musical na Tela promove sessões gratuitas de filmes nacionais


Cinema e música. A dobradinha cultural é tema do projeto “Memória Musical na Tela”, do Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB), que promove exibições de filmes nacionais que pincelam a história da Música Popular Brasileira (MPB) em sessões gratuitas, pela cidade.

E uma novidade: o IMMuB levará o projeto para a rede municipal e estadual de Niterói. Cada unidade escolar receberá a exibição de 4 filmes brasileiros: ‘2 Filhos de Francisco’, ‘Tropicália, Simonal - Ninguém sabe o duro que eu dei’ e ‘Tim Maia’. Nos dias 13 e 14 de novembro, os filmes serão exibidos no Colégio Estadual Professora Alcina Rodrigues Lima (Estrada Francisco da Cruz Nunes - Itaipu, Niterói), para os estudantes.

Nos dias 16 e 17 de novembro, sábado e domingo, o público vai poder assistir ao filme “SIMONAL, ninguém sabe o duro que dei”, com direção de Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal. Trata-se de um documentário sobre a vida, a carreira polêmica e o declínio de um dos maiores cantores e showmen brasileiros, Wilson Simonal.

O projeto termina em dezembro com a exibição do filme ‘Tim Maia’, nos dias 14 e 15 de dezembro.


O início da Memória Musical na Tela

A estreia aconteceu em agosto, com o filme brasileiro “Gonzaga, de pai pra filho” (2012). A programação conta com o patrocínio da Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas e da Fundação de Arte de Niterói, e se estende até o dia 15 de dezembro.

No segundo fim de semana do evento, em setembro, houve a exibição do filme “2 filhos de Francisco – a história de Zezé di Camargo e Luciano”, de Breno da Silveira, que narra a história de Francisco – um homem muito simples e pobre, cujo sonho era ver seus filhos se tornarem estrelas da música country – e que fez todos os esforços para que isso acontecesse.

Em outubro, houve a exibição de “Tropicália”, de Marcelo Machado, nos dias 19 e 20.

Após as sessões, serão promovidas rodas de conversa sobre o filme em questão, destacando os principais artistas e aspectos do gênero musical abordado. A seleção dos filmes e mediação com a plateia será feita pelo presidente do IMMuB, João Carino, que é radialista e pesquisador da música brasileira.

O projeto “Memória Musical na Tela” reforça a missão do Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB), sediado em Niterói desde 2006, que é de pesquisa, preservação e promoção da Música Popular Brasileira.




SERVIÇO:
Memória Musical na Tela 
NOVEMBRO:
Exibições do filme “SIMONAL, ninguém sabe o duro que dei” (2009)
Sinopse: Um documentário sobre a vida, a carreira polêmica e o declínio de um dos maiores cantores e showmen brasileiros, Wilson Simonal.
Duração: 1h 26min
Direção: Cláudio Manoel, Micael Langer, Calvito Leal
Música composta por: Berna Ceppas
Prêmios: Grande Prêmio do Cinema Brasileiro - Melhor Trilha Sonora Original, MAIS
Roteiro: Cláudio Manoel, Micael Langer, Calvito Leal

Data: 16 de novembro de 2019
Horário: 19h30
Local: Museu de Arqueologia de Itaipu (Praça de Itaipu, s/n)
Duração: 1h 26min

Data: 17 de novembro de 2019
Horário: 19 horas
Local: Horto do Barreto (Rua Doutor Luiz Palmier, s/n)

DEZEMBRO:
Exibições do filme “Tim Maia” (2014)
Sinopse: Biografia do cantor brasileiro Tim Maia, desde sua infância no Rio de Janeiro até sua morte aos 55 anos, incluindo sua passagem pelos EUA, onde ele descobre um novo estilo de música e é preso por roubo e porte de drogas.
Duração: 2h 20min
Direção: Mauro Lima
Música composta por: Berna Ceppas
Roteiro: Mauro Lima, Antonia Pellegrino
Prêmios: Grande Prêmio do Cinema Brasileiro - Melhor Ator, MAIS

Data: 14 de dezembro de 2019
Horário: 18h30
Local: Museu de Arqueologia de Itaipu (Praça de Itaipu, s/n)

Duração: 2h 20min
Data: 15 de dezembro de 2019
Horário: 19 horas
Local: Horto do Barreto (Rua Doutor Luiz Palmier, s/n)

Entrada gratuita para todos os filmes!

Lenine e seu violão na Sala Nelson Pereira dos Santos no Reserva Cultural



Dono de uma assinatura própria com seu violão multifônico e percussivo, o cantor e compositor Lenine explora todas as sonoridades em curta temporada na Sala Nelson Pereira dos Santos, dias 16 e 17 de novembro, sábado, às 20h30; e domingo, às 19h30. Acompanhado apenas de seu violão, ele rememora, de forma intimista, repertórios que moldaram uma das carreiras mais sólidas da música brasileira nos últimos 30 anos.

Não é sem razão que Lenine se diz um cantautor: o artista que canta suas próprias composições, ou - como faziam os trovadores do século 12 - transforma em versos as questões, os amores e as sagas de seu tempo. A base do violão estabelece um fluxo contínuo para canções que percorrem sua carreira no palco e no estúdio, como “Todas elas juntas num só ser” (Carlos Rennó e Lenine) e composições recentes do projeto “Lenine Em Trânsito”.
 
Com uma carreira de 35 anos, Lenine acaba de ganhar o seu sexto Grammy Latino, na categoria rock alternativo. Caminhada de destino imprevisível, mas com pelo menos uma certeza: a de que estará fazendo música livre, sem adjetivos, no exercício constante de se aventurar a cada novo trabalho.

Sobre a Sala Nelson Pereira dos Santos:

O cineasta Nelson Pereira dos Santos – um dos maiores nomes da sétima arte do país e fundador do curso de graduação em cinema da UFF – dá nome a Sala Multiuso que foi inaugurada pela Prefeitura de Niterói, no último dia 30 de setembro, no Centro Petrobras de Cinema, localizado no bairro de São Domingos. Instalado na estrutura que se assemelha a um rolo de filme, projeto do gênio da arquitetura Oscar Niemeyer, o equipamento é o maior auditório público da cidade – com 491 lugares –, munido com o que há de mais moderno em tecnologia de som, luz e projeção audiovisual – um espaço multiuso para apresentações de música, teatro, dança e cinema, além de funcionar como centro de convenções.



SERVIÇO


LENINE
Datas: 16 e 17 de novembro
Horário: sábado, às 20h30; e domingo, às 19h30
Duração: 1h30
Capacidade: 491 lugares
Classificação indicativa: Livre
Ingressos: R$ 80, 00 (inteira)
Local: Sala Nelson Pereira dos Santos
Endereço: Avenida Visconde do Rio Branco, 880 – São Domingos - Niterói
CANAIS OFICIAIS DE VENDAS:
Pontos de Venda: bilheteria da Sala Nelson Pereira dos Santos
Chocolates Brasil Cacau - Niterói - seg - sex 9h às 19h
R. da Conceição, 101 – Centro

Xande Pilares é a atração do Horto do Fonseca nas comemorações do Aniversário de Niterói


A cidade de Niterói completa 446 anos no mês de novembro e a Prefeitura preparou uma intensa agenda cultural para celebrar a data, com festivais de música, dança e shows com diversos nomes consagrados. Tudo de graça. O palco montado no Horto do Fonseca terá como atração principal, no sábado, 16, às 19h, o sambista Xande de Pilares. A abertura fica por conta do cantor e compositor niteroiense Jansen Carvalho, às 17h.

Xande de Pilares

Ele leva Pilares no nome, mas foi no Morro da Chacrinha, na Zona  Norte do Rio de Janeiro, que a história musical de Xande começou. No terreiro de casa, cresceu ouvindo o canto da mãe e da avó, um tio ao violão, outro no cavaquinho e bandolim, e o avô no acordeão. Criado com rédia curta pela mãe, Dona Maura, só restava ao pequeno Alexandre uma alternativa: o violão, que ficava no canto da sala.

As influências musicais foram chegando, sempre embrulhadas para presente em formato de LPs. Roberto Carlos, Martinho da Vila, Elza Soares, Jorginho do Império, Benito de Paula, Agepê, Clara Nunes, Cartola, Nelson Cavaquinho, entre outros. Gostava também de Jackson Five, James Brown, Ray Charles e AC/DC. Durante os anos 80, conheceu o Cacique de Ramos, roda frequentada por ídolos como Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e tantos outros. Desde os 16 anos, tocava seu cavaquinho em barzinhos no intervalo dos estudos e do trabalho como metalúrgico. Frequentava e tocava no Pagode da Geci, no Compasso da Vila, no Risco de Vida e na Adega do Sambola, históricos espaços do samba carioca.

Em 1992 formou com os amigos Luciano Nascimento (tan tan), Sérgio Rufino (repique de mão), Alexandre Brasilia (pandeiro), Ronaldo Chagas (violão) e Artur Luís (reco-reco) o grupo "Revelação", que lançou seu primeiro disco em 1999. Foram ao todo nove álbuns, quatro DVDs e mais de dois milhões de discos, sem contar as coletâneas e participações. Desde então, as composições e parcerias de Xande já estavam na voz de vários intérpretes como Beth Carvalho, Diogo Nogueira, Maria Rita e Leci Brandão.

Em 2014, ganhou seu primeiro samba-enredo no Salgueiro, sua escola de coração. "Gaia, a vida em nossas mãos" (Xande/Dudu Botelho/Miudinho/Betinho de Pilares/Rodrigo Raposo/Jassa) foi samba nota dez e conquistou os prêmios Estandarte de Ouro e Tamborim de Ouro. No mesmo ano, após decidir abandonar o Revelação, Xande lançou seu primeiro álbum solo intitulado "Perseverança", com músicas compostas pelo próprio cantor e por nomes como Serginho Meriti e Arlindo Cruz.


SERVIÇO
Xande de Pilares


Horário: 19h
Abertura: Jansen Carvalho, às 17h
Data: 16 de novembro, sábado
Local: Horto do Fonseca
Endereço: Alameda São Boa Ventura, 770 – Fonseca - Niterói

Marcelo D2 e Banda Oriente comandam a festa na Praia de Piratininga


A cidade de Niterói completa 446 anos no mês de novembro e a Prefeitura preparou uma intensa agenda cultural para celebrar a data, com festivais de música, dança e shows com diversos nomes consagrados. Tudo de graça. O palco montado na Praia de Piratininga, recebe, no sábado, 16, a partir das 17h o rapper Marcelo D2. Além de performance do DJ Hey Joe, a noite conta com a abertura da banda niteroiense Oriente.


Marcelo D2


Marcelo Maldonado Gomes Peixoto é o nome de batismo de Marcelo D2, rapper brasileiro, compositor, músico e ex-vocalista da "Planet Hemp", banda criada com o seu grande amigo Skunk. A fama nacional surgiu em 1995 no disco de estreia do "Planet Hemp", intitulado "Usuário". Uma estreia que mostrou pela primeira vez as virtudes de um autêntico hip hop made in Brasil. O som era pesado, cercado de brasilidade, carioquice e com letras que discutiam a apologia às drogas. O segundo trabalho da banda, "Os cães ladram mas a caravana não para", de 1997, já continha uma abordagem mais social e política, além de misturas de ritmos e influências musicais. Com o Planet Hemp, D2 firmou sua ideologia, conquistando discos de platina, com rock, skate, filosofia das ruas e discurso afiado. O último trabalho com o grupo foi "Eu tiro onda", lançado em 1998.



O músico começou sua carreira solo em 1998 para falar de suas ideias musicais e pessoais. Deu o pontapé inicial inaugurando uma sonoridade toda própria com o disco "Eu tiro é onda". Vieram então os sucessos de "À procura da Batida Perfeita" e do Acústico MTV. Em ambos, D2 experimentou uma enorme gama de scratches e percussões. O disco teve lançamento na Europa, Estados Unidos e Ásia e por causa dele fez cinco turnês na Europa, se apresentando nos maiores festivais do continente, como o Womex, Montreux, Rodkilde e Reading, e em casas de show tradicionais como o Cite de La Musique (Paris). Conquistou todos os prêmios que concorreu, inclusive como melhor letrista de 2004 pela Academia Brasileira de Letras.



Aproveitando a turnê de seu 9º disco, "Nada Pode Me Parar", em 2013 gravou clipes em locações como Luanda, Downtown LA, Big Sur, Califórnia, Nova Iorque, Olinda e Rio de Janeiro. O álbum "Amar é para os fortes" veio em 2018, no formato de um filme roteirizado, produzido e dirigido por D2. O trabalho é uma obra audiovisual que vai muito além de uma simples colagem de videoclipes ou um musical tradicional, trata-se de uma verdadeira ópera-rap, onde o sample é a pedra fundamental.



O carisma singular, a ginga e as rimas irreverentes fizeram de Marcelo D2 uma das figuras mais polêmicas de sua geração. Responsável pela reformulação do rock nacional ao experimentar misturas entre rap e samba, suas letras possuem impacto, idealismo e muita energia para gastar no caminho. Coerente e paradoxal, gosta do luxo e das coisas simples, circula no morro e no asfalto, na zona sul e na zona norte, não foge da briga mas também quer sossego. D2 é da paz e não da pasmaceira.



Banda Oriente



Formado pelos MCs Chino e Nissin, além de Geninho Beatbox e o violinista clássico Nobru, o grupo de rap foi formado em 2009 em batalhas de rima em Niterói. "Desorientado?", o álbum de estreia do grupo, foi lançado em 2011 de forma independente. Um dos sucessos deste trabalho foi o single "O Vagabundo e A Dama?", que atualmente soma 85 milhões de visualizações no YouTube.
O grupo fechou o ano de 2018 com "Praia do Rosa?", música que alcançou a posição de número seis no Top 10 das rádios jovens do país. O hit tem a participação de Cynthia Luz e Delacruz e soma de 32 milhões de views. De acordo com as estimativas da Sony Music, este segundo projeto desplugado do Oriente caminha para ultrapassar o total de 150 milhões até o fim de 2019.




SERVIÇO
Marcelo D2 e Banda Oriente
Data: 16 de novembro, sábado
Início do evento: a partir das 17h
Local: Praia de Piratininga – Praça Luiz Gomes da Silva (em frente ao antigo toboágua)