terça-feira, 4 de junho de 2019

CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO RECEBE O ESPETÁCULO “OS ANALFABETOS”



A CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe, de 7 a 23 de junho, o espetáculo “Os Analfabetos”, com direção do curitibano Adriano Petermanne dramaturgia inédita de Paula Goja. A autora, que também está em cena e assina a produção, se inspirou em obras do cineasta suecoIngmar Bergman, em especial em os filmes “Persona” e “Cenas de um casamento”. As apresentações acontecem de sexta a domingo, às 19h, com ingressos a partir de R$ 15. 

A peça gira em torno do jantar promovido pelo ator Deco (Douglas Silveira), que finalmente consegue seu primeiro papel na televisão. Ele reúne os amigos na casa de Mariana (Stella Mariss), uma famosa atriz famosa que, durante uma apresentação de “Vestido de noiva”, resolve calar-se perante o mundo. Não se sabe ao certo se ela está doente ou se, simplesmente, optou pelo silêncio. A sonhadora enfermeira Beth (Mariana Rosa) a acompanha em seu tratamento e, em paralelo, o casal Eva (Paula Goja) e Max (Paulo Maia), convidados para o evento, está prestes a assinar os papéis do divórcio, mas ainda dependem emocionalmente um do outro. A essa comemoração, junta-se o personagem Luciano (Antonio Pina), que representa o alter ego do cineasta controlador que aparenta ser o mais bem sucedido de todos. Mas só aparenta.

Para a autora Paula Goja, todos os seis personagens querem romper com seus padrões, porém há uma enorme falta de conexão emocional entre eles. “Por isso o título analfabetos”, esclarece. “Em tempos atuais, de tanta intolerância e falta de escuta, a única coisa que pode nos salvar é o afeto”, reflete.

Apesar dos poucos elementos cênicos, o clima é sombrio, com referências diretas ao dark dos anos 80. O diretor Adriano Petermann criou uma realidade própria para a encenação, fugindo dos padrões habituais, com uma linguagem cheia de contrastes que alternam entre o surrealismo e metalinguagem e interferências Rodriguianas. Em sintonia com a atmosfera do espetáculo, a trilha traz canções post-punks que se encaixam perfeitamente à iluminação de Fernanda Mantovani, que também é operada pelos atores em cena, e ao figurino com ares góticos de Maurren Miranda.

Os Analfabetos na Caixa Cultural (divulgação)



Serviço:
“Os Analfabetos”
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro - Teatro de Arena
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25 - Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)
Telefone: (21) 3980-3815
Lotação: 176 lugares (mais 3 para cadeirantes)
Datas: 7 a 23 de junho de 2019 (de sexta a domingo)
Horários: 19h
Duração: 60 min.
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia
Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 13h às 20h
Classificação indicativa: 12 anos
Acesso para pessoas com deficiência

Quinta Alto Umuarama convida para atividades gratuitas de Yoga em Uberlândia


O loteamento Quinta Alto Umuarama, na Av. Vicente Salles, no bairro Alto Umuarama, em Uberlândia, convida toda a população de Uberlândia para uma tarde de atividades gratuitas relacionadas ao Yoga. As atividades acontecerão no domingo, dia 16 de junho, e fazem parte da abertura da Semana Internacional de Yoga, cuja programação engloba diversas atividades gratuitas em Uberlândia, Araguari e Uberaba.



Mais sobre a Semana Internacional do Yoga
Um dos maiores eventos de Yoga do Brasil acontecerá entre os dias 16 e 23 de junho simultaneamente em três cidades do Triângulo Mineiro. Uberlândia, Araguari e Uberaba receberão pela terceira vez uma semana inteira de atividades abertas ao público e gratuitas relacionadas à prática milenar do autoconhecimento e da transformação que promove a saúde integral.
Desde 2004, quando a ONU – Organização das Nações Unidas – declarou 21 de junho como o Dia Internacional do Yoga, cerca de 200 países celebram a prática com atividades neste mês. Desse mesmo modo, escolas e instrutores de Yoga, assim como marcas que acreditam na proposta, unem-se também no Triângulo Mineiro para oportunizar o evento para quem reside nestas localidades, e para quem procura na região uma programação especial para o feriado de Corpus Christi.
Somente na edição de 2018, a Semana do Yoga no Triângulo Mineiro realizou 140 atividades para um público estimado em quatro mil pessoas. Na programação deste ano, que pode ser encontrada no site www.guialivreser.com.br e nas redes sociais do evento (@semanadoyoga), estão: diversas práticas de aulas de Yoga para todas as faixas etárias - de criança, a idosos e gestantes - palestras, seminários, feira, jantar vegano e vegetariano, atividades culturais, e com a maior parte da programação sendo transmitida através de ‘lives’ na internet para quem quer participar à distância.
Mais sobre o Quinta Alto Umuarama
Com conceito inovador projetado para quem busca qualidade de vida, Quinta Alto Umuarama é um loteamento aberto que tem lotes a partir de 250 m², 5.800 m² de área verde, e três praças: Praça Infantil com ciclovia para as crianças aprenderem a andar de bicicleta, e brinquedos lúdicos; Praça Cultural com 2.000 m² de espaço para eventos; e a Praça Amigos com espaço fitness e mesa de jogos para diversão de todas as idades. Além da excelente localização no ponto mais alto da cidade, planejamento viário inteligente e monitoramento 24h com câmeras de última geração, o novo bairro planejado de Uberlândia foi concebido para proporcionar um estilo de vida saudável que estimule a convivência entre as pessoas. Acesse: www.quintaaltoumuarama.com.br

Confira programação gratuita no Quinta Alto Umuarama:
16/06 (domingo)
9h - Aula de Yoga com Aromaterapia
10h - Café da Manhã Saudável com Prática de Atenção Plena
10h30 - Palestra: Ferramentas para lidar com a ansiedade e acalmar a mente no dia a dia

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Combo do Dia dos Namorados para o casal no Villa Toscana

Sabe aquele momento a dois que você tanto espera numa data especial na vida do casal, o Villa Toscana organizou um super menu para o dia dos namorados. Para comemorar essa data tão especial onde será servido entrada, prato principal, sobremesa e bebida em um combo muito delicioso para curtir o momento a dois.
Entrada: Tábua de queijos e frios com: antepasto de berinjela, jamón serrano e queijo granna padano
Prato principal: 2 risotos Villa Toscana (arroz arbóreo, cubos de mignon, queijo granna padano, gorgonzola e parmesão)
Sobremesa: 1 goiabada quente com sorvete de queijo
Bebida: 1 garrafa de vinho tinto Nieto Senetier Malbec D.O.C (740ml)
Valor (1 casal): R$299,00

Combo do Dia dos Namorados para o casal no Villa Toscana (divulgação)


Serviço:
Combo do Dia dos Namorados para casal no Villa Toscana
Estrada Francisco da Cruz Nunes, 9052 Itaipu
Tel: (21) 3741-5446

O Ponto Cine apresenta a 2º edição da Mostra de Cinema “Dialogay, respeito na diversidade”



O Ponto Cine apresenta, de 6 a 9 de junho, no Cinema Reserva Cultural de Niterói, a
2º edição da Mostra de Cinema “Dialogay, respeito na diversidade”. Nesta edição, o projeto estará em Niterói por meio de uma parceria com a Prefeitura Municipal e o Reserva Cultural. A Mostra Dialogay 2ª edição é uma realização do convênio entre a Fundação de Arte de Niterói e o Ministério da Cidadania.

A iniciativa é dedicada à discussão do corpo diverso e o seu trânsito na cidade. Emsua segunda edição, o projeto busca criar um diálogo dentro e fora da comunidadeLGBT + sobrea abordagem e o alcance do respeito aos direitos conquistados,reforçando a luta pelo combate à homofobia e à transfobia.

Toda a programação foi pensada a partir de filmes emblemáticos que abordam ostemas da vivência de gays, lésbicas, travestis, transexuais, intersexuais, bem comooutras possibilidades de orientação sexual e identidade de gênero.

Após a exibição, haverá debates entre os espectadores e convidados de formaçõesdistintas, entre eles formadores de opinião e ativistas.

Dialogay respeito na diversidade (divulgação)

Programação:
06 de junho, quinta-feira, às 21h
Trans
Direção: Renata Baldi e Fernanda Dedavid / Duração: 53 min
Sinopse: O documentário conta com depoimentos de pessoas como João Nery,
Wallace Rui e Giowana Cambrone, que contestaram o direito pela liberdade, através
dos próprios corpos.
À Luz do Dia
Direção: Elaine Coutrin e Felipe Murgas / Duração: 27 min
Sinopse: Pelas ruas de São Paulo, o documentário aborda as dificuldades enfrentadas
por diversas travestis e transexuais na busca por um emprego formal no mercado de
trabalho com experiências, idades, formações, carreiras e histórias de vida
completamente diferentes. Todas têm o mesmo problema: a falta de oportunidades.
Debate: “Como o mercado de trabalho lida com a comunidade LGBTTQI+”
Convidados:
Karina Muniz Viana, museóloga
Renata Baldi e Fernanda Dedavid, diretoras
Giowana Cambrone, advogada

07 de junho, sexta-feira, às 21h
Meu Corpo é Político
Direção: Alice Riff / Duração: 72 min / Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: A partir da intimidade e do contexto social dos personagens, o documentário
acompanha o dia a dia de quatro militantes LGBT que vivem na periferia de São
Paulo, levantando questões contemporâneas sobre a população trans e suas disputas
políticas.
Debate: “A cidade recebe os corpos da diversidade”
Convidados:
Wallace Terra, diretor e performer
Felipe Carvalho, diretor do GDN
Bruna Max, membro do GDN

08 de junho, sábado, às 21h
Abrindo o Armário
Direção: Dario Menezes e Luiz Abramo / Duração: 87 min / Classificação indicativa: 12
anos
Sinopse: Através de entrevistas e performances de artistas, o documentário é um
retrato aprofundado sobre os processos de libertação e de conquistas de
independência do movimento gay no Brasil.
Debate: “O empoderamento a favor do diálogo”
Convidados:
Jaqueline Neves, produtora
Ana Clara Ribeiro Lages, pesquisadora
Leonardo Rivera, produtor e jornalista

09 de junho, domingo, às 21h
Bixa Travesty (exibição inédita)
Direção: Kiko Goifman e Claudia Priscila / Duração: 75 minutos / Classificação
indicativa: 18 anos
Sinopse: Documentário de longa-metragem com a cantora transexual brasileira Linn
da Quebrada. Grande expoente na cena musical de São Paulo, dona de uma forte e
ousada presença no palco, busca constantemente discutir e quebrar paradigmas e
estereótipos.
Debate: “Os corpos se comunicam na arte e no mundo”
Convidados:
Caio Prado, cantor e compositor
Luis Capucho, músico
Eula Rochard, diretora de Igualdade Social do GDN

Serviço:
Dialogay, respeito na diversidade
06 a 09 de junho, às 21h
Cinema Reserva Cultural de Niterói
Av. Visconde do Rio Branco, 880, São Domingos, Niterói-RJ
(21) 3604-1545
Entrada gratuita sujeita à lotação de sala.

“Niterói em Movimento”: um projeto da Companhia de Ballet da Cidade de Niterói


A Companhia de Ballet da Cidade de Niterói apresenta, de 7 a 9 de junho, o "Niterói em Movimento", um projeto que visa estimular a criação de novos espetáculos por coreógrafos emergentes, utilizando a estrutura e a sede da CBCN. 

O programa apresenta duas categorias distintas: o ‘Atelier Coreográfico’, onde os próprios bailarinos da Companhia expõem suas outras habilidades e competências, revelando então ‘novos’ profissionais da dança; e ‘Residência Coreográfica’, onde são selecionados coreógrafos da Cidade para experimentar, manipular e produzir um ou mais tipos de arte junto à CBCN. 

Em ambas as propostas, o melhor trabalho será escolhido pelo público e fará parte do repertório da Companhia de Ballet da Cidade de Niterói.

Na edição de junho, o público vai poder assistir ao “Niterói em Movimento / Atelier Coreográfico”, com quatro trabalhos com temáticas brasileiras, valorizando, assim, a cultura nacional. São eles: ‘Gota’, de Diego Cruz; ‘Vestida de Sol’, de João Corrêa; ‘Riscado ou Aboiando’, de Robson Schmoeller; e ‘Climax’, de Tiago Oliveira. A direção artística é de Fran Mello.

‘Gota’ utiliza como ponto de partira a obra ‘Gota d’água’, de autoria de Chico Buarque e Paulo Pontes, e busca expressar no corpo o amor que emociona e que preenche, o amor que contagia, e que, por vezes, acaba por se transformar em ódio.

‘Riscado ou Aboiando’ aborda a diversidade na forma de falar e a riqueza das danças populares regionais, que são a base para a pesquisa de movimento. 

‘Clímax’, pensa na miscigenação da cultura brasileira com os diversos tipos de rituais, trazendo como partitura coreográfica imagens geométricas feitas pelo grupo de intérpretes que dão alusão a um festejo.

"Vestida de Sol" é inspirado na obra de Ariano Suassuna, o trabalho de dança-teatro busca referências do Movimento Armorial como de exaltar a importância do Nordeste para as raízes culturais do Brasil. 

Um espetáculo que ressalta a cultura brasileira em toda a sua plenitude.  

Niterói em Movimento (Luiz Ferreira)



SERVIÇO:
Niterói em Movimento
Dias: De 7 a 9 de junho de 2019
Horário: sexta e sábado, às 20h; domingo, às 18h
Classificação indicativa: Livre
Duração: 60 minutos
Gênero: Dança Contemporânea
Teatro Municipal de Niterói  
Rua XV de Novembro, 35 - Centro - Niterói 
Ingressos: Inteira: R$30,00 / Meia: R$15,00
Os 50 primeiros que doarem uma lata de leite em pó terão direito a um ingresso gratuito. As doações serão entregues para a Casa Maria de Magdala. Para informações acesse: www.casamariademagdala.org

Muita música e cultura popular na reabertura do Projeto Arte na Rua



O início do mês de junho traz a reabertura do Arte na Rua, projeto da Secretaria de Cultura de Niterói/FAN, que leva artistas, de forma gratuita, a diversos pontos da cidade. A agenda começa na sexta-feira, 07, às 19h, no Trevo de Piratininga, com a banda Mangue Beach, que, misturando ritmos e poesia, explora canções de grandes referências da MPB. No domingo, 09, há duas atrações com início às 11h: a Oficina de ritmos do folclore brasileiro, no Horto do Fonseca; e a cantora Zezé Rocha, na Varanda do Centro Cultural Paschoal Carlos Magno. 

Elaborada pelo grupo Roseira D'Água, a partir do roteiro do espetáculo "Encantos da Roseira", a Oficina apresenta, de forma lúdica e interativa, algumas das mais importantes manifestações tradicionais do país. Já a cantora Zezé Rocha desenvolve projetos musicais que valorizam e levam a MPB para os ouvidos sedentos por uma música agradável e de qualidade. A artista já foi acompanhada por grandes músicos consagrados da MPB, com destaque para sua atuação como backing vocal da aclamada cantora Amelinha. 

Mangue Beach

Fortemente influenciados pelo movimento cultural "manguebit", surgido na década de 90 em Recife, junto ao amor pelo meio ambiente e a praia de Itacoatiara, em Niterói, Guilherme Marconi (percussão e voz), Matheus Mageski (violão e voz) e Bernardo Guimarães (violão e voz) criaram em 2018, o projeto Mangue Beach. Inspirados na obra de grandes nomes da MPB, como Gilberto Gil, Os Novos Baianos, Chico Science, Jorge Benjor e Caetano Veloso, os artistas exploram ritmos e letras de suas referências musicais, além de apresentar composições autorais. 

A Mangue Beach passeia pela tradicional MPB, pelo samba, reggae, forró, maracatu, misturando ritmo e poesia, sempre atenta a nomes e projetos que movimentam a cena atual brasileira como Baiana System, Criolo, Rael, Nação Zumbi, Mundo livre S/A e outros. Com passagens pelas areias de Itaipu, Piratininga, Camboinhas, além de casas de shows e eventos na região oceânica de Niterói, onde o grupo cresceu e ganhou experiência, a banda busca de novos timbres e sons, passando a experimentar em suas apresentações instrumentos como guitarra, trompete e outras percussões. 

Oficina de ritmos do folclore brasileiro

Em suas oficinas, o grupo Roseira D'Água apresenta conteúdos do folclore brasileiro, por meio das danças, ritmos musicais e brincadeiras, mostrando para a plateia um pouco da diversidade da cultura popular do país, tais como Bumba-meu-Boi e Cacuriá, do Maranhão; Carimbó, do Pará; Coco e Ciranda, de Pernambuco; Chegança, de Alagoas, entre outros. Apresentando a riqueza cultural do Brasil, o grupo propõe uma reflexão sobre a importância de valorizarmos nossa diversidade social e cultural. 

Grupo formado por brincantes - dançantes, músicos, arte-educadores, pesquisadores das culturas de matrizes ancestrais brasileiras, a Roseira d'Água tem como objetivo ocupar espaços públicos, educacionais e culturais, onde realizam apresentações, rodas culturais, oficinas de danças e ritmos musicais. A proposta é apresentar, por meio da arte, os saberes dos mestres e suas tradições para alunos em sala de aula, ocupações em territórios públicos e palcos das cidades, tendo como referência as matrizes da nossa formação identitária, propagando a cultura popular brasileira.

Zezé Rocha

A cantora Zezé Rocha despertou para a música ainda muito novinha, aos oito anos, quando ganhou de seu pai o primeiro violão. O encanto pela música ficou ainda maior durante sua vida escolar, ao participar de inúmeros festivais estudantis da canção. A partir de 1981, Zezé Rocha cantou e encantou cada vez mais pessoas com sua voz aveludada, encorpada e inconfundível nas casas de show, restaurantes e bares do Estado do Rio de Janeiro. 

Entre 1999 a 2002, Zezé participou de relevantes Festivais Musicais, entre eles: Festival de Alegre, Conceição de Macabu, Andradas e Boa Esperança. No festival de Alegre, conquistou o segundo lugar com a canção "Estrela" de seu parceiro musical e amigo Floresmar Ferreira. No ano de 2018, a cantora gravou alguns singles em parceria com o músico Ricardo Alves. Um deles é o consagrado "Sem intenção". Atualmente Zezé Rocha desenvolve projetos musicais que valorizam e levam a MPB para os ouvidos sedentos por uma música agradável e de qualidade. 




SERVIÇO
Mangue Beach
Data: 07 de Junho, sexta-feira
Horário: 19h
Local: Trevo de Piratininga
End: Rua Professor Ernâni Faria Alves
ENTRADA GRATUITA

Oficina de ritmos do folclore brasileiro
Data: 09 de Junho, domingo
Horário: 11h
Local: Horto do Fonseca
End: Alameda São Boaventura, 770 - Fonseca
ENTRADA GRATUITA

Zezé Rocha
Data: 09 de junho, domingo
Horário: 11h
Local: Centro Cultural Paschoal Carlos Magno
End: Lopes Trovão s/n - Campo de São Bento
ENTRADA GRATUITA

Expedição de seis mil quilômetros ao sertão nordestino chega à Galeria La Salle em fotos de Dimitrius Borja

Ao embarcar no ônibus, os olhos de Dimitrius Borja encontram os estudantes de geologia. Ao desembarcar no interior do Nordeste com eles e outros pesquisadores, o mesmo olhar se encontra com sertanejos. Vidas acima do chão. Resquícios de existência, fósseis animais, abaixo dele, aparentes com pouca escavação. Tantos encontros são fruto da expedição de seis mil quilômetros partindo do Rio para percorrer o interior da Bahia, Pernambuco, Ceará e Paraíba. Junto de integrantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Borja realizou o percurso em 2016 e o que capturou com suas lentes chega agora à Galeria La Salle.

Em “Sertões” o convite ao visitante é conhecer o Brasil para além do que ele vê da janela por meio de 19 fotos, fósseis encontrados na região, cedidos pela UFRJ, vídeos e mapas, uma coletânea de linguagens com um objetivo: a descoberta. “Quando decidi me inscrever no edital do Centro Cultural Correios para a primeira mostra, mais do que minhas fotos na parede o que me motivou foi imaginar que se eu trouxesse aquele material eu poderia despertar algo, estimular nos jovens o sonho de outras profissões, como a de geólogo”, explica Borja citando a bem-sucedida exposição nos Correios de Niterói em 2018, após ser vencedor de edital nacional. Já ali, no entanto, ele conseguia atingir outros públicos, como as crianças. Diante de uma de suas imagens, um sertanejo com seu estilingue em primeiro plano e bois ao fundo, certo comentário foi deixado em bilhete: “Adorei o boi pequeno. Assinado: Homem-Aranha”.

No caso do Dimitrius menino, a infância foi marcada por outras imagens: aquelas folheadas nas páginas das revistas Geográfica Universal e Realidade; aquelas feitas com sua máquina descartável Love, cujo filme era revelado na Zona Franca de Manaus; aquelas com que sonhava, expedições como a dos alemães von Spix e von Martius pelo Brasil entre 1817 e 1820. Quando criança, o fotógrafo vivia entre três estados, o que ele considera preponderante para o trabalho de 2016 ou mesmo para trabalhos anteriores, como o registro da tragédia do Morro do Bumba: “Sou goiano e passei várias férias na fazenda dos meus avós maternos, em Goiás, e dos meus avós paternos em Florianópolis, morando em Niterói. Cresci neste triângulo, convivendo com as diferentes culturas, entendendo o linguajar desse sertanejo, essa simplicidade”.

A expedição permitiu o contato com moradores de povoados onde não chovia há cinco anos, a partir de um convite do então diretor do Instituto de Geociências da UFRJ. O professor Ismar Carvalho levaria alunos da faculdade para uma experiência de campo e pensou em Dimitrius Borja para registrar esta imersão. Se partiu da Academia, as imagens do sertão agora voltam a ela. “Eu acho incrível uma outra universidade ter essa humildade, graças à coordenadora Angelina Accetta, coerente do poder do que é capaz de atingir as pessoas. Essa é minha busca, tocar mentes e corações, remeter as reminiscências de infância, origens, histórias. A fotografia desperta isso, e é gratificante”, conclui Borja. Para Angelina, responsável pela Galeria La Salle, “Sertões” tem o intuito de “descobrirmos, no mês do meio ambiente, um Brasil quase desconhecido”.  “É uma expedição do olhar além das paisagens, é um olhar esperançoso frente a um mundo possível mais fraterno. Queremos despertar nos nossos alunos a simplicidade, a quietude, a sabedoria em escutar a natureza”, finaliza.

Exposição Sertões na galeria La Salle (Dimitrius Borja)


SERVIÇO
Exposição “SERTÕES”
Inauguração DIA 05/06, QUARTA-FEIRA, ÀS 19H
Permanência
Quando: De 05/06 a 29/08. Segunda a sexta-feira, das 9h às 21h
Onde: Galeria La Salle — Unilasalle-RJ — Rua Gastão Gonçalves, 79, Santa Rosa

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Moyseis Marques canta Chico no Teatro Municipal de Niterói


O grande músico e escritor Chico Buarque – que recebeu, no último dia 21 de maio, o “Prêmio Camões 2019” pelo conjunto de sua obra, e que completa 75 anos no próximo dia 19 de junho – será homenageado por Moyseis Marques com um grande show, no dia 4 de junho, às 19h, no Teatro Municipal de Niterói.
No palco, Moyseis é acompanhado pelo sofisticado piano de João Bittencourt (que também toca acordeom), pelo contrabaixo de Luis Louchard e pela bateria elegante de Gabriel Guenther. Com sua voz, seu violão, seu tamborim e seu carisma, Moyseis pincela a extensa obra de Chico Buarque, gênio da raça que traz sambas, baiões, xotes, canções, valsas e até um blues para o roteiro.
No repertório, ‘Paratodos’, que Moyseis não abre mão em seus shows de forró, ‘Biscate’, ‘Mil perdões’, entre outras surpresas que o cantor e compositor prepara para esse show único e especial.
"Se ninguém está a salvo de referências, que elas sejam as melhores". Assim disse o escritor Ruy Castro, resenhando o segundo disco de Moyseis Marques, ‘Fases de Coração’, de 2009, onde ‘Subúrbio’, canção de Chico Buarque – do disco ‘Carioca’ – inspirou Moyseis. Ele gravava sob a direção de Paulão 7 cordas e dialogava diretamente com ‘Cartas de Metrô’, de sua autoria, uma das treze canções do álbum que lhe rendeu as primeiras duas indicações para o Prêmio da Música Brasileira.
De lá pra cá, naturalmente a influência de Chico sobre Moyseis foi saltando aos olhos do público, que gostava de comparar seus timbres de voz, sua maneira orgânica e sofisticada de compor, suas interpretações viscerais que dão vitalidade às canções de Chico e sua postura no palco, também ressaltada pelo pesquisador Ricardo Cravo Albim na resenha do disco ‘Pra Desengomar’, de 2012, que lhe rendeu mais duas indicações para o ano seguinte, para o mesmo prêmio.
Nem com um disco totalmente autoral, a influência de Chico sobre Moyseis passou despercebida, e foi coroada pela presença do mestre em um show intimista no bar Semente em 2015, onde Moyseis experimentava canções para seu quinto trabalho, o independente "Made in Brasil". Chico cantou com Moyseis ‘Aquela Mulher’ – solo de Moyseis na pele do protagonista Max Overseas para a montagem de João Falcão da Ópera do Malandro e Injuriado –, que Moyseis gravou no filme ‘Chico, um artista brasileiro’, longa de Miguel Faria Júnior sobre vida e obra de Chico, que traz também ‘Mambembe’, escolhida para integrar o filme e o disco da trilha sonora.
É válido ressaltar que recentemente Moyseis compôs ‘Chico para prefeito’, samba bem humorado que celebra os 75 anos do poeta, viralizando em sua rede social.

Moyses Marques canta Chico (Elena Moccagatt)

SERVIÇO
Moyses Marques canta Chico
Data: 04 de junho
Horário: 19h
Duração: 90 min
Classificação etária: Livre
Ingresso: R$ 20,00
Local: Teatro Municipal de Niterói
Endereço: Rua XV de Novembro, 35, Centro, Niterói
Tel: 2620-1624

Sala Carlos Couto ganha exposição em homenagem a Chico Buarque


A Sala Carlos Couto vai ser palco de uma bela e merecida homenagem ao escritor e músico Chico Buarque de Holanda, que ganhou, no último dia 21 de maio, o “Prêmio Camões 2019” pelo conjunto de sua obra – trata-se da maior distinção em literatura da escrita portuguesa. Chico, aliás, completa 75 anos no dia 19 de junho. No dia 4 de junho, terça-feira, às 19h, será aberta, pela primeira vez, a exposição “Quem te viu, que te vê”, que apresenta caricaturas concebidas no concurso homônimo, realizado, no final de 2016, pelo Instituto Memória Musical Brasileira, com patrocínio da Prefeitura Municipal de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas e da Fundação de Artes de Niterói.
Com curadoria do cartunista Zé Roberto Graúna, a mostra exibe as 54 caricaturas do projeto ‘Quem Te Viu, Quem Te Vê’, realizado pelo IMMuB. Destas, 50 foram selecionadas por um júri formado por Cássio Loredano, Eduardo Baptistão e Bruno Liberati. As outras quatro foram produzidas pelos jurados e pelo próprio curador em homenagem ao músico, compositor, escritor e dramaturgo, um dos maiores gênios da Cultura nacional.
O concurso – todo realizado online e gratuitamente – reuniu profissionais de todas as regiões do país, que enviaram suas respectivas percepções do artista pelo site www.quemteviuquemteve.net.br. Como o desenho de humor brasileiro reúne características de diversas vertentes, a escolha dos finalistas respeitou três critérios principais. O primeiro foi a representatividade dessa diversidade artística, selecionando trabalhos dos mais variados estilos, passando pelo realismo, o expressionismo, a escola francesa, entre outros.
O segundo critério adotado na seleção, foi buscar retratações afora os traços fisionômicos, as famosas e camaleônicas íris verdes azuladas ou azuis esverdeadas, o “nariz de batata”, ou as rugas esculpidas durante essas sete décadas. O conhecimento sobre Chico Buarque foi determinante na escolha dos trabalhos, assim como os temas que orbitam sua história, como a preocupação com as minorias e a luta pela liberdade de expressão e pela democracia.
Por fim, o último sistema de avaliação - e a grande inovação do concurso – foi incluir a produção feminina. Entre os 50 trabalhos classificados, 12 foram elaborados por mulheres. A preocupação em valorizar o olhar das cartunistas sobre Chico é um avanço e uma revolução. Segundo o curador, Zé Graúna, a maioria dos salões de humor no nosso país descarta produções executadas por mulheres. Como o artista é um dos que mais exalta o universo feminino em sua obra, era imprescindível a participação delas no projeto.
“Quem te viu, quem te vê” teve o aval de Chico Buarque. A exposição ficará na Sala Carlos Couto, anexa ao Teatro Municipal João Caetano, até 27 de julho.


SERVIÇO
Exposição “Quem te viu, quem te vê”
Curadoria de Zé Roberto Graúna
Abertura: 4 de junho, terça-feira, às 18h
Visitação: de 5 de junho a 27 de julho
Horário: terça, das 10h às 16h; quarta a sexta, das 10h às 18h; e sábados e domingos, das 15h às 18h
Local: Sala Carlos Couto – Anexa ao Teatro Municipal de Niterói
Endereço: Rua XV de Novembro, 35, Centro, Niterói
Tel: 2620-1624