terça-feira, 14 de maio de 2019

Quatro filmes agitam o Curta Solar de maio


O Solar do Jambeiro promove nesta quinta-feira, 16 de maio, a partir das 19, mais uma exibição de curta-metragens, resultado das inscrições no edital do Curta Solar. A parceria com a Niterói Filmes tem bate-papo após as exibições. 
Os quatro curtas a serem exibidos falam de temas diversos, com a descoberta da sexualidade, em "Adeus Estrada de Tijolos Amarelos", de Hiran Matheus, ou de pessoas em situação de rua, como "Portas e Escadas", de Tereza Azambuja. 
O Curta Solar existe desde 2014, buscando difundir o audiovisual brasileiro de curta-metragem em Niterói. O edital é democrático: tanto filmes premiados em diversos circuitos quanto películas estreantes de diretores pouco conhecidos são exibidos lado a lado. 


Programação

"Portas e Escadas", de Tereza Azambuja – 23'

Um homem encontra-se preso em um labirinto de corredores, portas e escadas. Com um molho de chaves, entra por várias portas e em cada ambiente encontra uma fase difícil de sua vida, mas sempre acaba de volta no mesmo corredor, petrificado. Relembrando as diversas situações, tem a chance de mudar os momentos decisivos e tenta superar seus traumas e seguir em frente com sua vida, libertando-se do labirinto, e do peso de próprio passado. 

"Adeus Estrada de Tijolos Amarelos", de Hiran Matheus – 19'

Ícaro chega em outra cidade para tentar a vida como operador de telemarketing e quando sai à noite se encanta por outro rapaz. Roteiro inspirado em uma canção de Elton John e filmado com um smartphone. 

"É a minha voz que você tem que ouvir", de Márcio Paixão - 18'

Um homem em situação de rua com uma câmera na mão nos conta como é sua vida durante um dia. O cinema aqui é instrumento para a construção da realidade das pessoas em situação de rua da cidade de Niterói a partir dos seus respectivos olhares. Um deslocamento da perspectiva de um grupo social estigmatizado que vive à margem das políticas públicas e da própria sociedade. 

"Sur", de Marina Gurgel – 23`
Al sur al sur / está quieta esperando / Montevideo. Mario Benedetti


"Sur", de Marina Gurgel – 23` (Divulgação)

SERVIÇO
Curta Solar
Data: 16 de maio, quinta-feira
Horário: 19h
Classificação indicativa: Livre
Local: Solar do Jambeiro
End: Rua Presidente Pedreira, 195, Boa Viagem, Niterói
ENTRADA GRATUITA

“Minha Vida Daria um Bolero” apresentações inéditas em Niterói



No dia 17 de maio, sexta-feira, às 20h, vai ser a estreia da peça “Minha Vida Daria um Bolero”, de Arthur Xexéo, no Teatro Municipal de Niterói. Em cartaz até 26 de maio.
“Tú te Acostumbrastes”; “Solamente uma Vez”; “Angustia”; “Besame Mucho”; “Contigo Aprendi”; “Noite de Ronda”; “Vereda Tropical” e mais 11 boleros que fazem parte do imaginário coletivo são o pretexto para contar a história do musical, com Françoise Forton e Aloísio de Abreu no elenco. “Poucos gêneros musicais falam tanto do amor quanto o bolero: paixões não correspondidas, relações interrompidas e amores proibidos. O bolero adequado a uma comédia romântica é suave e leve. Todo mundo já se emocionou com algum bolero. Há toda uma geração que dançou de rosto colado ouvindo Nat King Cole cantar ‘Aquellos ojos verdes’, ou as cantoras da Era do Rádio, a Nana Caymmi”, conta Xexéo, que este ano completa 43 anos dedicados ao jornalismo, destes, 9 compartilhados com o teatro. Itamar Assiere, além fazer a direção musical, toca piano ao lado do percussionista Diego Zangado. A direção é de Rubens Camelo e Paulo Denizot, que também assina a iluminação.
No início do espetáculo, está indo ao ar a última edição do programa “Minha Vida Daria Um Bolero”. Neste dia, Diana (Françoise Forton) expõe, ao vivo, o relacionamento que mantém há 20 anos com Orlando (Aloísio de Abreu).  Porém, eles nunca se viram. Só conversam por e-mail, mensagens de celular e principalmente pelo programa de rádio. Mas agora, após a última edição, pela primeira vez, terão um encontro presencial, numa prometida aula de dança. As ondas da Rádio Mundo criam a relação entre os personagens. Diana é uma mulher que nunca se casou, acredita no amor, mas nunca arriscou. Orlando é um homem que sempre quis casar, porém com dificuldades de manter os relacionamentos. Na medida em que o tempo passa, durante o programa, os personagens vão ajudando um ao outro, aprendendo e descobrindo o caminho do amor.
“A peça conta a maneira com que as pessoas podem se apaixonar, mesmo não estando presentes fisicamente. O relacionamento acontece a partir do programa de rádio de Diana, onde ela usa boleros para dar conselhos a seus ouvintes”, detalha Françoise Forton. Orlando é um professor de dança que busca o programa para se aconselhar e acaba se apaixonando pela voz da apresentadora. “No dia em que é abandonado no altar por sua noiva, Orlando ouve o programa de boleros e se apaixona pela voz e pelo jeito despachado da locutora”, conta Abreu. 
Depois de assistir a “Minha Vida Daria um Bolero”, o jornalista ZUENIR VENTURA escreveu em sua coluna - “A música como bálsamo”: Nós estávamos precisando, exclamou uma senhora… Na véspera, eu ouvira mais ou menos o mesmo depois do musical “Minha vida daria um bolero”. Eram desabafos de quem não aguenta mais nosso cotidiano de guerra civil e de histórias enfadonhas de busca de vices ou de enredos criminosos como o desse Dr. Bumbum, que, se não bastassem todas as trapaças, é suspeito, como Édipo, de ter matado o namorado da mãe... música funcionando como bálsamo. No caso do bolero, me empolguei tanto que, acredite, abri o peito cantando junto com o público “Besame, besame mucho/ Como si fuera esta noche la última vez” ou “Es la historia de un amor/ Como no hay otro igual/ Que me hizo comprender/ Todo el bien, todo el mal” ou então, imitando o sotaque de Nat King Cole, “Siempre que te pregunto/ Se algun amor escondes/ Tú siempre me respondes/ Quizás, quizás, quizás”. Eu mesmo só me dei conta do meu desempenho quando as pessoas, ainda surpresas, vieram comentar depois do espetáculo: “Você cantou a noite toda!”. Ou seja, fiz agora o que 70 anos atrás tinha vergonha de fazer.

“Minha Vida Daria um Bolero” no Teatro Municipal (Guga Melgar)

Serviço:
“Minha Vida Daria um Bolero”
Local: Teatro Municipal de Niterói 
Data: de 17 a 26 de maio de 2019
Horários: sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h
Ingressos: R$ 60,00 (inteira) / R$ 30,00 (meia) 
Classificação: 12 anos
Duração: 70 min

Cine Popular: Eleições no Teatro Popular Oscar Niemeyer


No dia 16 de maio, quinta-feira, às 18h, tem mais uma edição do Cine Popular, no Teatro Popular Oscar Niemeyer. A atração desta vez é “Eleições”, de Alice Riff, um documentário cheio de originalidade.
Há no movimento estudantil uma máxima de que todo estudante secundarista deveria ter a oportunidade de viver a dinâmica de seu grêmio. E esse é o centro da narrativa que ocorre na Escola Estadual Doutor Alarico da Silveira: a eleição do grêmio se aproxima e há quatro chapas na disputa, dentro de toda pluralidade que pode haver numa juventude que se situa no ensino público do centro da grande São Paulo. 
“Eleições” traz a perspectiva dos estudantes sobre política, democracia e representação no contexto da escola. O aprendizado extracurricular que somente a luta secundarista pode proporcionar a um adolescente. O filme foi selecionado para mostra Futuro Brasil do 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (2018) e para a mostra Première Brasil: Longas Documentais da 20ª edição do Festival do Rio.

Cine Eleições no Teatro Popular Oscar Niemeyer (divulgação)

Serviço:
Cine Popular - Eleições
Data: 16 de Maio
Horário: 18h
Local: Teatro Popular Oscar Niemeyer - Av. Jornalista Rogério Coelho Neto, s\n - Caminho Niemeyer. Centro – Niterói
Classificação: 12 anos
Entrada gratuita

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Arranco de Varsóvia estreia o show "Canta Cartola e Martinho" na Sala Carlos Couto


 
Com 25 anos de estrada, o Arranco de Varsóvia estreia o show "Canta Cartola e Martinho", no dia 14 de maio, terça-feira, às 20 horas, na Sala Carlos Couto, anexa ao Teatro Municipal de Niterói. Ao juntar as obras de Cartola e Martinho no mesmo show, Andrea Dutra, Cacala Carvalho, Elisa Queirós e Paulo Malaguti Pauleira evocam o CD "Samba de Cartola" (1998) e o DVD "Pãozinho de Açúcar - Arranco Canta Martinho" (2010), dois dos mais comemorados trabalhos do grupo. 
No show, o quarteto apresenta alguns dos mais importantes sambas da história, como "O Sol Nascerá", "Disristimia", "Divina Dama" e "Canta, Canta, Minha Gente". Também será apresentada a canção "Samba Clara", primeira parceria de Paulo Malaguti Pauleira com Ivan Lins. O Arranco terá a companhia de Domingos Teixeira no Violão de 7 e de Felipe Tauil na percussão. 
Em 1998 o Arranco de Varsóvia participou de uma grande homenagem ao mestre mangueirense no que seria seu aniversário de noventa anos. Imediatamente transformado em CD e lançado pela Dubas, "Samba de Cartola" foi escolhido como um dos dez melhores lançamentos de 1998 por críticos do Jornal "O Globo". Cumprindo brilhante trajetória, o disco se transformou em referência tanto para o mundo do samba como para o universo dos grupos vocais. 
Doze anos depois, a releitura do Arranco de Varsóvia em CD e DVD gravados ao vivo, para as canções de Martinho da Vila,  ganhou aprovação total do próprio artista, especialmente a gravação da faixa Pãozinho de Açúcar: "O compositor geralmente gosta de ver a sua obra tendo outra leitura, outra forma. A gente só não gosta quando essa nova leitura tira a essência. Mas no Arranco, ela até chamou a atenção para determinados fatos da música que passavam despercebidos. É um avanço!", diz Martinho da Vila, que participou da gravação do DVD. 


Arranco de Varsóvia na Sala Carlos Couto (divulgação)

SERVIÇO
Arranco de Varsóvia estreia o show "Canta Cartola e Martinho"
Data: 14 de maio, terça-feira
Horário: 20 horas
Duração: 80 min
Classificação indicativa: Livre
Local: Sala Carlos Couto  - Anexa ao Teatro Municipal de Niterói
Endereço: Rua Quinze de Novembro, 35, Centro - Niterói, RJ
Telefone: 2620-1624
ENTRADA FRANCA - DISTRIBUIÇÃO DE 100 SENHAS MEIA HORA ANTES DA APRESENTAÇÃO – SUJEITO A LOTAÇÃO

Estação Guanabara no Teatro Popular Oscar Niemeyer


Nos dias 11 e 12 de maio, sábado e domingo, o projeto “Estação Guanabara” vai promover um dia inteiro de atividades – para crianças e adultos – que incluem música, lazer, gastronomia, moda, artesanatos e arte, no Teatro Popular Oscar Niemeyer. O evento tem como objetivo ser popular e acessível a todos.
Entre as atrações, uma área infantil com minicampo de futebol, brinquedos, cama elástica, piscina de bolinha, pista de kart pedal, além de oficinas de pintura e jardinagem. A programação segue com roda de samba, além de show com a dj Cris Panttoja.  No pôr do sol, o “Estação Guanabara” traz ao palco apresentação de pop rock com bandas de Niterói.

Bloody Mary (divulgação)


Programação:

Sábado
10h - Dj Vinil Cris Pantojja
12h - Roda de samba (Sapeca Yayá)
17h - Show acústico com Igor Carvalho e Alexandre Bond
20h - Banda DKV

Domingo
10h - Dj Vinil Cris Pantojja
12h - Mônica Mac com Trio
17h - Show acústico com Samy Monteiro
20h - Bloody Mary



Serviço:
“Estação Guanabara”
Data: 11 e 12 de maio, sábado e domingo
Horário: das 10h às 20h
Local: Teatro Popular Oscar Niemeyer
Endereço: Rua Jornalista Rogério Coelho Neto, sem número – Centro
Telefone: 2620-6101
Entrada gratuita
O evento acontece sempre no segundo final de semana do mês.

OS LOBOS EM "DE LIVERPOOL À JOVEM GUARDA" NO TEATRO MUNICIPAL DE NITERÓI



O Teatro Municipal de Niterói recebe na quarta-feira, 15 de maio, às 19 horas, a banda "Os Lobos", com o show "De Liverpool à Jovem Guarda – Um Tributo aos Anos 60". Niteroiense desde sua formação original e reconhecida na cena do rock nacional, "Os Lobos" homenageiam os Beatles e outros tantos conjuntos que compunham o ambiente Pop Rock internacional e seus reflexos no Brasil. Com a participação especial da cantora Letícia Vasconcelos, o show será em benefício da Instituição Remanso Fraterno, mantida pela Sociedade Espírita Fraternidade. 
A emblemática banda de Niterói, liderada hoje por um de seus fundadores, o guitarrista e cantor Cássio Tucunduva, e formada por Fred Vasconcelos (teclados e vocais), Tavinho Torreão (violão e voz), Robinson Rocha (baixo e vocal) e Rodrigo Mattos (bateria), passeia pelo cenário musical da época, que no Brasil tinha como referência a Jovem Guarda, capitaneada por Roberto Carlos e a Psicodelia, representada pelos Mutantes e os próprios Lobos. 
Qualquer pessoa que tenha vivido, mesmo que não intensamente, as noites dos anos 60 e 70 em Niterói, Rio, interior do Estado, sabe quem são "Os Lobos", uma banda que implodiu alicerces, não se agarrou a versões. Liderada então pelo cantor e compositor Dalto e baseada em um repertório de composições próprias, atravessou a Baia de Guanabara rumo ao Festival Internacional da Canção, defendendo uma canção de um desconhecido Raul Seixas, e ao sucesso nas televisões e rádios, enfim, a uma revolução. 
A banda gravou, em 1972, seu primeiro LP, o disco “Miragem”, pelo selo Discobertas, um verdadeiro sucesso na época. O álbum traz clássicos como "Santa Teresa", "Avenida Central" e a sensacional "Miragem", que foi eleita a melhor canção pelo público underground e fez parte da trilha sonora do filme "1972", de Ana Maria Bahiana e José Emilio Rondeau. 
Citados em capítulos dos livros "Histórias secretas do rock brasileiro" do jornalista Nélio Rodrigues e "Lindo Sonho Delirante", de Bento Araújo, como autores de um dos 100 melhores discos psicodélicos do Brasil, a banda ainda participou de inúmeras trilhas de novelas e filmes. 


Os Lobos em "De Liverpool à Jovem Guarda (Leo Zulluh)

SERVIÇO
Os Lobos em "De Liverpool à Jovem Guarda"
Data: 15 de maio, quarta-feira
Horário: 19 horas
Duração: 90 min
Classificação indicativa: Livre
Ingresso: R$ 80,00 (inteira)
Local: Teatro Municipal de Niterói
Endereço: Rua Quinze de Novembro, 35, Centro - Niterói, RJ
Telefone: 2620-1624

SAMBA DA OUVIDOR NO TEATRO MUNICIPAL DE NITERÓI


Dando continuidade a homenagem a Paulo César Pinheiro, o Teatro Municipal de Niterói, recebe no dia 10 de maio, às 20h, o tradicional “Samba da Ouvidor”. Com 11 anos de história, o tradicional Samba da Ouvidor, roda liderada por Gabriel Cavalcante, traz a resistência artística das ruas do antigo Centro carioca.
O “Samba da Ouvidor” é uma roda de samba, realizada quinzenalmente nas tardes de sábado, na esquina de Rua da Ouvidor com Rua do Mercado, Centro do Rio de Janeiro.
 A roda, liderada por Gabriel Cavalcante, um dos fortes nomes do atual cenário do samba carioca, é formada por jovens músicos de muito talento, que interpretam um repertório de sambas das décadas de 30 a 80 com uma linguagem e instrumentação inspirados nas antigas rodas de sambas no terreiro da escolas, sob o aval de frequentadores ilustres como Paulo Cesar Pinheiro, Hermínio Belo de Carvalho, Cristina Buarque, Moacyr Luz, Luciana Rabello, Maurício Carrilho, além de outras importantes figuras do Rio de Janeiro.
 A roda acontece desde dezembro de 2007, quando os jovens decidiram organizar algo totalmente diferente e fora dos padrões de mercado, tendo no samba o seu principal foco.
 O que se vê no Samba da Ouvidor é, portanto, um belo diálogo entre o passado e o presente, trazendo a alegria e beleza dos antigos sambas para um público formado em sua maioria por jovens entre 20 e 30 anos, o que certamente contribui para assegurar um futuro feliz ao principal personagem de toda essa história, o samba.
 O Samba da Ouvidor apresenta um repertório composto por sambas menos conhecidos, de autores consagrados como Nelson Cavaquinho, Silas de Oliveira, Candeia, Monarco, Dona Ivone Lara, Cartola, além de muitos outros grandes sambistas ainda no anonimato como por exemplo Zé Ramos, Noel Rosa de Oliveira, Aniceto da Portela.
Conscientes de sua imensa responsabilidade, os jovens músicos que integram a roda procuram interpretar os sambas com a máxima fidelidade de instrumentação e linguagem dos antigos pagodes dos morros e subúrbios cariocas do início do século XX, valorizando instrumentos como tamborim, agogô, cuíca, reco reco de madeira, prato e faca...  
 O Samba da Ouvidor viu seu público crescer rapidamente e passou a ser um novo polo cultural na mesma região onde estão situados importantes espaços culturais como: Centro Cultural do Banco do Brasil, Centro Cultural dos Correios, Casa França Brasil, entre outros, hoje, movimentando mais de mil pessoas por roda realizada.
 Uma roda de samba para o samba. Nessa reunião de amigos, o objetivo principal é contribuir para que o samba continue eterno.
Gabriel Cavalcante
Aos 10 anos Gabriel Cavalcante tirou seus primeiros acordes no cavaquinho, instrumento que lhe acompanhar por toda sua trajetória musical. 
Aos 15, já profissional da música, Gabriel já acompanhava nomes importantes do cenário popular. Atualmente, aos 28 anos, é uma das referências de sua geração, sendo um dos pilares de pelo menos dois importantíssimos movimentos populares de samba na cidade do Rio de Janeiro: o Samba do Trabalhador, roda realizada às segundas-feiras criada em 2005 e comandada pelo cantor e compositor Moacyr Luz e que conta com a participação de Gabriel desde as primeiras horas, em maio de 2005, e o Samba da Ouvidor, roda quinzenal no centro do Rio.
O Samba da Ouvidor, idealizado por Gabriel, tornou-se uma das mais conceituadas e importantes rodas de samba para o Rio de Janeiro. O encontro tem como princípio levar ao público canções esquecidas, que fizeram parte dos tradicionais terreiros das escolas de samba: sambas de terreiro, sambas enredo, partido alto, sambas inéditos esquecidos e garimpados pelos integrantes da roda.
Em 2010, fez três apresentações no Teatro Rival. As três datas foram marcadas pela casa cheia. Na primeira delas, o cantor e cavaquinista, teve a participação de seu fiel companheiro de jornadas Moacyr Luz.
Na segunda, com o Samba da Ouvidor, foi feita uma homenagem às Escolas de Samba do Rio de Janeiro, contando com a participação de Waldir 59, um dos grandes nomes vivos do Samba Enredo, integrante da Portela, e de Ledi Goulart, intérprete da escola Aprendizes de Lucas, na década de 60, visto como um dos grandes baluartes da história da escola de Caxias.
Na terceira, Gabriel lançou seu primeiro CD, o comentado e bem criticado O Que Vai Ficar Pelo Salão. Um trabalho de músicas inéditas dele próprio, Renato Martins e Moacyr Luz para letras de do poeta Roberto Didio.
Com voz grave e potente, Gabriel Cavalcante, ou Gabriel da Muda, foi, durante 7 anos, puxador do famoso bloco ‘Nem Muda, Nem Sai de Cima’ fundado pelo poeta e letrista Aldir Blanc e pelo Moacyr Luz na Tijuca, bairro onde nasceu e se criou.
Em 2011, 2012, 2013 e 2014, passou por Florianópolis, Maceió, São Paulo, Belo Horizonte, São Luis do Maranhão, Manaus, Natal, Fortaleza, Brasília, Belém, entre outras, onde foi o convidado especial dos projetos de samba mais importantes das respectivas cidades.
Em 2013, acompanhado de Moacyr Luz, fez uma turnê pela França, passando por Lyon, Grenoble e Paris.

Ainda em 2013 e 2014, organizou uma homenagem a Paulo Cesar Pinheiro, um dos maiores compositores da história da Música Brasileira. O show contou com a participação do próprio homenageado.

Samba da Ouvidor no Teatro Municipal de Niterói (divulgação)
SERVIÇO
Samba da Ouvidor no Teatro Municipal de Niterói
Data: 10 de maio
Horário: 20 horas
Duração: 60 min
Classificação etária: Livre
Ingresso: R$ 30,00
Local: Teatro Municipal de Niterói
Endereço: Rua Quinze de Novembro, 35, Centro - Niterói, RJ
Telefone: 2620-1624

Samba de Fato se apresenta no Teatro Municipal de Niterói


Fechando as homenagens a Paulo César Pinheiro, o Teatro Municipal de Niterói recebe no sábado, 11 de maio, às 19 horas, o grupo Samba de Fato. Batizado por Paulo César Pinheiro, o quarteto canta músicas do poeta, incluindo faixas d’ O samba informal de Mauro Duarte, CD do grupo indicado para o Prêmio da Música Brasileira.
Formado por Pedro Amorim (bandolim, cavaquinho, violão tenor e voz), João Camarero (violão de 7 cordas, viola caipira e voz), Pedro Miranda (percussão e voz) e Paulino Dias (percussão e voz), o quarteto apresenta um repertório de ritmos brasileiros variados, com ênfase no samba: sincopados, sambas de roda, de gafieira, de terreiro, sambas-choro, jongos, xibas. Em 2008, o quarteto lançou com Cristina Buarque o CD duplo O samba informal de Mauro Duarte (Deckdisc), com 28 músicas do sambista, inéditas em sua maioria. Muito bem recebido pelo público e crítica especializada, foi indicado ao Prêmio da Música Brasileira de 2009, na categoria Disco Projeto Especial, e escolhido como o melhor disco do mês pelo jornal O Globo.
O grupo tem participado de diversas gravações e shows em projetos importantes, como o Festival Villa-Lobos, o CCBB na Orla, O samba carioca de Wilson Batista (Biscoito Fino/Sesc), e a série MPB na ABL – projeto em que o grupo, apresentando um espetáculo inédito por mês, homenageou os compositores Noel Rosa, Assis Valente, Wilson Moreira, Nelson Cavaquinho, Pedro Caetano e Roberto Martins, contando com convidados como Marcos Sacramento, Monarco, Cristina Buarque e Wilson Moreira, sempre no teatro da Academia Brasileira de Letras.
Gravando seu segundo disco, o grupo prepara agora um repertório com sambas de andamentos variados – sincopados, sambas de roda, sambas de gafieira e sambas-choro–, formando um rico panorama do gênero. Baseado no resultado das interpretações em shows, o repertório inclui autores como Pixinguinha, Paulinho da Viola, Roque Ferreira, Roberto Martins, Élton Medeiros, Dorival Caymmi e Paulo César Pinheiro, entre outros. O quarteto mantém a intenção – que norteou a sua própria criação – de trabalhar nas gravações com a sonoridade autêntica dos instrumentos e vozes, a fim de manter nas apresentações ao vivo as mesmas características e qualidades alcançadas no estúdio.
Samba de Fato no Teatro Municipal de Niterói (Silvana Marques)

SERVIÇO
Data: 11 de maio
Horário: 20 horas
Duração: 60 min
Classificação etária: Livre
Ingresso: R$ 30,00
Local: Teatro Municipal de Niterói
Endereço: Rua Quinze de Novembro, 35, Centro - Niterói, RJ
Telefone: 2620-1624

Lina Ponzi abre a exposição “Todo homem é erva”, na Sala José Cândido de Carvalho


A artista Lina Ponzi abre, no dia 14 de maio, terça-feira, às 19h, a exposição “Todo homem é erva”, com curadoria de Desirée Monjardim, na Sala José Cândido de Carvalho.
Na mostra, objetos ressignificados. A artista, em suas andanças pela cidade, encontra, a todo momento partes de materiais que se desprenderam do original. Nasce aí uma obra de arte. Pedaços que antes eram descartados ganham uma nova forma e um novo significado.
Todo homem é erva significa para a artista, “a consciência da nossa fragilidade, do efêmero e do lugar que habitamos e no qual cultivamos a nossa humanidade, na condição transitória da vida. Como a vegetação, que nasce abundante no campo e que tem o seu tempo próprio de crescimento, mas que seca e se desfaz, assim é a condição humana: frágil e transitória diante da vida”. 
Finitude e temporalidade estão presentes na obra da artista quando manipula materiais e objetos, com um outro olhar que é determinante no seu processo criativo. “São coisas que destinadas ao fim se expandem em novos ciclos. É como a erva do campo que nasce, seca e reverdece”, explica Lina. 
Ao realizar a análise da imagem na obra de Lina, a  Professora Rosana Costa Ramalho de Castro (UFRJ) ressalta que “não é difícil de entender sua proposta se relacionarmos sua obra a nossa própria existência. Nascemos, crescemos, seguimos uma trajetória e, mesmo em cada uma dessas etapas mantemos um ponto em comum: nossa essência. Assim é a obra de Lina: está posta para que possamos olhar e compreender quem fomos e quem somos”. 
Sobre a artista:
Participa do Vinho Lilás (desde janeiro de 2018) - grupo de estudos da arte contemporânea com os professores e, também artistas, Edmilson Nunes e Marcos Cardoso. Possui ateliê na Fábrica Bhering, desde 2016, na qual mantém um espaço expositivo e de vendas. Participou de diversas exposições como "Quem semeia vento colhe lindas tardes de amor", Galeria de Arte UFF; “Deslocamentos”, na Galeria do Reserva Cultural; “12 da Bhering: Desenho como Leitura” - Galeria Biblioteca Parque RJ; além das individuais “Náufragos” e "Liquefeitas", na FLIM.



SERVIÇO:
Exposição “Todo homem é erva”, de Lina Ponzi
Curadoria: Desirée Monjardim
Abertura: 14 de maio, terça-feira, às 19h
Visitação: de 15 de maio a 8 de julho de 2019, sempre de segunda a sexta, das 9h às 17h
Local: Sala José Cândido de Carvalho
Endereço: Rua Presidente Pedreira, 98, Ingá, Niterói-RJ
Informações: (21) 2719-6939/ 2719-9900
Entrada gratuita

Semana da Luta Antimanicomial na Biblioteca Parque Niterói


A Semana da Luta Antimanicomial, que é comemorada nacionalmente como símbolo das conquistas e dos anseios no campo da saúde mental e sua articulação com os diferentes setores da sociedade, acontece em Niterói, de 14 a 17 de maio, terça a sexta, na Biblioteca Parque Niterói. Com diversas atividades programadas, o evento é gratuito e aberto ao público. 
Na terça-feira, 14 de maio, às 14h, ocorrerá o lançamento da Exposição fotográfica "Dá pra conviver!", com enfoque nas situações cotidianas de trabalho, lazer e circulação social, nas quais pessoas com transtornos mentais participam efetivamente da cena social, em atividades comuns, afeitas a qualquer outro cidadão. 
Na quarta-feira, 15 de maio, às 13h30, haverá uma roda de conversa, que terá como tema "Diversidade na Cidade - Dá para conviver", cujo objetivo é transportar o tema das ruas para um lugar onde os livros fazem morada, onde as opiniões dos autores são acolhidas e acessíveis. O objetivo é lançar novos olhares sobre pessoas que, em seu cotidiano, vivem duras situações de desrespeito e de descaso. 
Na quinta-feira, 16, às 13h, a atração será a exibição do filme italiano "Si puo fare" ("Dá pra fazer" - 2008), de Giulio Manfredonia, que tem como tema, o cooperativismo social, a reflexão sobre a inserção no mercado de trabalho de pessoas mantidas sob acompanhamento psiquiátrico. Após a exibição do filme, o público será convidado para um debate com a presença de profissionais engajados na ideia de que o trabalho é uma via potente de inserção social. 
A partir das 10h30 do dia 17, sexta-feira, a Biblioteca Parque vai oferecer uma oficina de mosaico destinada ao público infantil-juvenil, com incentivo para a participação de crianças e adolescentes que se tratam em um serviço municipal próprio para acolher esse público. 
As comemorações serão encerradas com o tradicional Baile do Clube da Associação Fluminense dos Trabalhadores de Água e Esgoto - AFTAE, que contará com várias atrações como DJ, sarau, apresentação do Grupo de pagode Sempre Razão, ação de Estética - "Dá pra se cuidar", além de uma partida de futebol. A AFTAE fica na Av. Washington Luís, 21, Centro, Niterói. 

Semana da Luta Antimanicomial de Niterói(Leo Zulluh)


SERVIÇO
Semana da Luta Antimanicomial de Niterói
Data: De 14 a 17 de maio, terça a sexta
Local Bibioteca Parque Niterói
Praça da República s/n, Centro - Niterói