quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

“A Arte de Governar a Si Mesmo” no Solar do Jambeiro


O Solar do Jambeiro apresenta, em todas as terças-feiras de março, a exposição “A arte de governar a si mesmo", um espetáculo de narração artística cuja dramaturgia segue o tradicional desenho de histórias narradas dentro de uma história. O trabalho reúne contos filosóficos ancestrais que fazem refletir sobre a responsabilidade pessoal e sua importância para a construção de uma harmonia social.
A partir da história moldura (“O príncipe, o mestre e a águia” – conto da tradição sufi), uma única contadora de histórias vai acordando outras narrativas como “A cidade melão” (tradição oral do Afeganistão) e “O cego Abdallah” ( tradição oral da Arábia), e trechos da obra “O jardim amuralhado da verdade” do poeta persa do século XII Hakim Sanai de Ghazna.
O conto principal mostra uma rainha que empreende todos os esforços para que o príncipe se torne um rei com a “cabeça no lugar”. Para tal, deixa seu filho aos cuidados de um mestre cujo maior desafio consiste em fazê-lo compreender que para governar um povo deve-se antes aprender a governar a si mesmo.
O espetáculo nasceu de um processo de pesquisa colaborativo entre a atriz, educadora e contadora de histórias, Daniella D`Andrea, e o diretor e contador de histórias, Warley Goulart, coordenador do grupo ‘Os Tapetes Contadores de Histórias’. A dupla mergulhou por dez meses num estudo sobre contos filosóficos orientais - lendo, adaptando, narrando.
Como cenário, os artistas conceberam um grande tapete, inspirado num tabuleiro de xadrez medieval, com uma única peça que remete à rainha do Xadrez de Lewis – que possui uma leve expressão de perplexidade nas pequenas faces. A trilha sonora apresenta versões de cantigas de ninar do Egito e da Turquia. 
A peça ganhou o edital de Teatro Adulto para espaços alternativos da Secretaria Municipal das Culturas e da Fundação de Arte de Niterói. Também está confirmada a sua participação no Encontro Internacional de Contadores de Histórias Boca do Céu que vai ocorrer em maio em São Paulo.

SERVIÇO:
“A Arte de Governar a Si Mesmo”
Data: 3, 10,17, 24 e 31 de março, às 19hs.
Local: Solar do Jambeiro - R. Pres. Domiciano, 195 - Ingá, Niterói.
Telefone: (21) 2109-2222
Entrada gratuita 

10º ENTREARTES no Solar do Jambeiro


Uma relação que já dura mais de quatro séculos, com tradições e heranças culturais sedimentadas entre Brasil e Portugal.
Foi pensando nesse “quê” dos portugueses no qual todo bom brasileiro carrega em seus hábitos diários, seja na culinária, na cultura ou na arquitetura, que a 10º edição do ENTREARTES exaltará essas referências no seu coletivo de arte. Intitulada “Portugal, o que me trazes?”, a mostra tem abertura oficial no dia 05 de março, somente para convidados, no Solar do Jambeiro e ficará aberta ao público do dia 06 de março ao dia 05 de abril, quando haverá uma finissage, que contará com visita guiada em libras e picnic no jardim.
Entre os artistas convidados figuram nomes como o de Fátima Dantas, Leila B, Lúcia Lyra, Renata Barreto e Rodrigo Saramago, com curadoria de Ana Schieck. O português Francisco Valença participa como artista plástico e chef convidado. Na abertura da exposição, ele fará uma performance gastronômica para os convidados e ministrará um workshop sobre culinária portuguesa. Outra atração será a cantora Mona Vilardo e o violonista Marco Lima que irá embalar a abertura com um repertório homenageando a terrinha.
Idealizado pela produtora cultural Cacau Dias, o projeto ENTREARTES tem como principal pilar a valorização dos movimentos artísticos, por meio da união e do fortalecimento da arte em seus mais variados segmentos. Nesse sentido, o projeto foi contemplado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura (Lei 3182/15), que reconheceu na iniciativa uma forma genuína de fomentar grandes encontros entre artistas da cidade. Essa percepção da importância do ENTREARTES foi corroborada pelo Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), que, percebendo o dinamismo e a relevância do movimento, decidiu apoiar o projeto na íntegra, tornando-se o único incentivador das quatro edições a serem realizadas ao longo deste ano de 2020. 
Sobre os artistas
Renata Barreto
Em sua segunda participação no ENTREARTES, a arquiteta e artista plástica tem em duas importantes peças originárias de Portugal suasreferências inspiradoras: o azulejo e o bordado. A proposta de Renata, que há 15 anos atua como representante da Barreto Cysneiros – Arquitetos Associados, é juntar essas duas peças tão representativas e que, como elementos decorativos e arquitetônicos, guardam uma certa singularidade.
Em sua leitura pessoal e contemporânea, as duas telas em aço, cada uma com 4m de altura, serão ornamentadas com máxi bordados que vão ilustrar a azulejaria portuguesa, toda em tons de azul. Dessa forma, a artista prestará sua homenagem à cultura lusitana, respeitando suas referências artísticas que buscam sempre uma mistura de elementos distintos.
Fátima Dantas
Psicóloga por formação, suas referências nas artes plásticas vieram do seu avô materno, que vivia em Minas Gerais. Nas férias sempre se detinha em observá-lo em seu ateliê, com suas tintas, a palheta e os pincéis. Autodidata, tem como fonte inspiradora a transcendência dos sentidos. Dessa forma, explora as cores e busca externar os movimentos internos dos sentimentos através das imagens abstratas da natureza.
As águas translúcidas e o brilho da areia, além das fortalezas e falésias imponentes, todas emolduradas pelo céu das praias lusitanas, são as fontes de inspiração de Fátima Dantas. Ao se transportar para esse cenário, ela refletiu sobre os dons do Espírito e da Santa Trindade, que se desdobram em cores primárias que revelam tons multicoloridos destacados na obra. E, nessa viagem interior que a artista espera despertar no público, são elencados alguns dons, como o da sabedoria, por exemplo.
Rodrigo Saramago
Formado pela Escola de Belas Artes da UFRJ, o escultor tem como marca registrada a leveza e fluidez de suas obras, transformadas do bruto para o celestial através de uma atividade que reúne, mutuamente, força e flexibilidade. Presença marcante em exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior, Rodrigo Saramago revela em vários trabalhos a sua espiritualidade e a conexão com o divino, através de temáticas que resgatam uma profunda meditação, como, por exemplo, suas esculturas denominadas Seres de Luz.
E é esse trabalho que Rodrigo leva para a mostra, fazendo o recorte de um país cuja tradição está ligada essencialmente à religião, sobretudo, a católica. O contraponto entre ferro e cimento, que foram os materiais utilizados, e a aparente leveza presentes nesta série resume para o artista a busca espiritual do Homem pelo equilíbrio.
Lucia Lyra
Graduada em Artes Plásticas pela Escola de Belas Artes da UFRJ e pós-graduada em Design de Moda pela Anhembi-Morumbi, a técnica da artista está alicerçada nas artes visuais, reunindo pinturas com tinta acrílica sobre tela e papel, além de técnicas mistas, assemblages, instalações, poesias e registros escritos que propõem uma reflexão sobre o seu próprio trabalho. Desde o ensino médio, sob a grande influência do grande professor Nolasco Albano, Lucia iniciou seu caminho na arte. Logo em seguida, foi ganhando notoriedade em suas incursões pelo abstracionismo, obtendo, inclusive, algumas premiações.
Em seu olhar expressivo e simbólico, Lucia buscou na azulejaria portuguesa, impregnada pela vertente abstrato-geométrica, sua inspiração muito embasada no universo poético. Seu trabalho estabelece uma paisagem lúdica de recortes redimensionada pelas tramas e texturas que trazem latente a expressividade caligráfica e gestual. Na realidade, trata-se de um convite ao convívio singular entre o projeto e a desconstrução, a razão e a dúvida, questões essas que são basilares na existência humana.
Leila B
Graduada em Gravura pela EBA-UFRJ e especialização em Arteterapia pela UCAM, a artista traz em sua trajetória inúmeras vertentes, tanto no design de moda quanto na pintura, no mosaico e na cerâmica. Para essa décima edição do ENTREARTES, Leila B procurou se inspirar no próprio Solar do Jambeiro para expressar as referências lusitanas em sua obra.
Nesse caso, a estampilha portuguesa do Solar do Jambeiro, através de suas cerâmicas esmaltadas, foram as referências. E foram os desenhos desses azulejos e suas padronagens presentes na fachada da edificação que atraíram a atenção da experiente artista. Em uma de suas obras, parafraseando o poeta e filósofo português Fernando Pessoa, Leila propõe a seguinte reflexão: “Viver não é preciso. Navegar é preciso”. 
Francisco Valença
A rica trajetória do artista e chef Francisco Valença se traduz nas suas referências artísticas. Filho de portugueses, mas nascido no Congo Belga, na África, onde a família passou a residir, foi nesse cenário que ele começou a se interessar pela arte, iniciação essa ocorrida através do desenho. Ao retornar para Portugal, aos sete anos de idade, ele passou a residir na Vila de Nelas, distrito de Viseu, na Região do Dão, onde adquiriu novos conhecimentos, a partir de um contato mais estreito com o artista plástico português, Luís Branquinho, que se tornou o seu professor de artes plásticas. 
Chegando ao Brasil e trazendo na bagagem sua história e inspirações artísticas, passou a expressá-las em obras nas quais se utilizava de técnicas como o carvão, o pastel e a aquarela. Em suas reminiscências, Francisco retrata símbolos e caminhos pelos quais os portugueses percorreram até chegar em terras brasileiras. Entre elas, está a icônica Torre de Belém, estrategicamente construída na barra do rio Tejo, que permitia observar as caravelas cruzarem a linha do horizonte até desaparecer das vistas do observador. Com esse movimento, o artista pretende trazer um bocadinho de Portugal para essa edição do ENTREARTES.



Serviço:
10º ENTREARTES | Março de 2020
Período de visitação: 6 de março a 5 de abril de 2020
Horário de funcionamento: Terça a domingo, das 10h às 18h
Solar do Jambeiro - Rua Pres. Domiciano, 195 - Ingá, Niterói - RJ, 24210-271
*Evento gratuito e aberto ao público

Emicida apresenta AmarElo na Sala Nelson Pereira dos Santos


A Sala Nelson Pereira dos Santos recebe no primeiro fim de semana de março, 7 e 8, às 20h, o rapper Emicida lançando seu mais novo trabalho, AmarElo que, em 11 faixas, exalta as coisas simples da vida e conecta as pessoas pelo o que elas têm em comum, usando o amor como ponte. No repertório canções do CD como "Principia", "A Ordem Natural das Coisas", "Pequenas Alegrias da Vida Adulta", "Paisagem", "Cananéia, Iguape, Ilha Comprida", "Ismália", "Eminência Parda", "AmarElo" e "Silêncio", além de clássicos do seu repertório.
Para um mundo em decomposição, Emicida optou por escrever como quem manda cartas de amor. O resultado desse exercício é AmarElo, em que ele propõe um olhar sobre a grandeza da humanidade. Com o título inspirado em um poema de Paulo Leminski (amar é um elo | entre o azul | e o amarelo), o artista busca - ao longo das 11 faixas - reunir heranças, referências e particularidades encontradas na magnitude da música brasileira e aplicar a elas olhares e aprendizados que acumulou desde o lançamento da sua primeira (e clássica) mixtape "Pra Quem Já Mordeu um Cachorro por Comida Até Que Eu Cheguei Longe" (2009).
Usando o rap como fio condutor, Emicida soma o clássico ao moderno em uma incursão que ele ousa chamar de neo-samba, também responsável por elevá-lo ao mesmo patamar dos grandes mestres.
AmarElo traz em sua capa uma imagem feita pela fotógrafa e ativista Claudia Andujar. "Tem criança de 8 anos sendo baleada pelo Estado", introduz Emicida. "Ter três crianças indígenas na capa, num período em que estão vendo a sua cultura e o seu modo de vida ameaçados, é colocá-las para encarar o Brasil dizendo: 'sério mesmo? vai acontecer tudo de novo?", explica.
A outra inspiração foi a capa do disco Stakes is High, do grupo americano de rap De La Soul. O trabalho é tido, nos Estados Unidos, como uma fórmula anti-gangsta de se fazer rap. E AmarElo também tem muito disso. "O rap é compreendido por um estereótipo que é o mesmo dado às pessoas pretas, como a raiva e a pobreza. Muitas vezes, o discurso das músicas corroborou com isso. Por mais que a denúncia seja valiosa, ela achata a experiência e não faz justiça a tudo o que somos. Em AmarElo, a gente foge desse espectro previsível do que o rap pode ser", finaliza Emicida. 


SERVIÇO
Emicida apresenta AmarElo
Data: 07 e 08 de março
Horário: sábado e domingo, 20h
Ingressos: R$ 80,00 (inteira) | R$ 40 (meia)
Local: Sala Nelson Pereira dos Santos
Endereço: Av. Visconde do Rio Branco, 880 - São Domingos
Telefone: 971 400 379
CANAIS OFICIAIS DE VENDAS:
Pontos de Venda: bilheteria da Sala Nelson Pereira dos Santos
Chocolates Brasil Cacau - Niterói - seg - sex 9h às 19h - R. da Conceição, 101 – Centro

Trio Guarabira e Forrozão Impacto Show no fim de semana


Nos dias 28/02 (sexta-feira) e 29 (sábado), o público do Centro de Tradições Nordestinas - Severo Embaixador Nordestino, em São Gonçalo, vai poder contar com apresentações muito animadas do grupo Forrozão Impacto Show. Já no domingo (1/03), o espaço cultural levará outra grande atração: o Trio Guarabira. A entrada é franca e o som começa no palco às 18h.

“Será mais um fim de semana bastante agitado no centro de tradições nordestinas. Duas atrações prometem animar bastante o público, que vem marcando presença e lotando o espaço com frequência”, garante o secretário de Turismo e Cultura de São Gonçalo, Carlos Ney Ribeiro.

A programação começa na sexta-feira (28/02), com a apresentação do grupo Forrozão Impacto Show, que retorna ao palco no sábado (29/02). No domingo, o Trio Guarabira promete não deixar ninguém parar para descansar tocando o que há de melhor do forró pé de serra.

O Centro de Tradições Nordestinas - Severo Embaixador Nordestino possui espaços para comidas e bebidas, artesanato, um grande palco para shows e estacionamento. Também oferece área de patinação, academia de ginástica para a 3ª idade, quiosques, espaço para exposições e um mirante para a Baía de Guanabara.

Além da comida típica e da música que anima o espaço, o público também conta com o Centro de Esporte e Lazer, área que também integra o complexo sociocultural. O espaço é administrado pela Secretaria de Turismo e Cultura (SMTC) e Fundação de Artes, Esporte e Lazer de São Gonçalo (FAESG).

É fácil chegar ao Centro de Tradições Nordestinas, que fica na Rua José Augusto Pereira dos Santos, próximo ao Colégio Municipal Ernani Faria e à 73ª DP, em Neves.



Horários de funcionamento da feira nordestina:

Sextas-feiras, de 18h à 1h;

Sábados, de 12h à 1h;

Domingos, de 10h às 22h;

Vésperas de feriado, de 18h à 1h;

Feriados, de 10h às 22h.

Horários de funcionamento do Centro de Esporte e Lazer:

Voltado para a prática de esportes e exercícios físicos, o Centro de Esporte e Lazer fica anexado ao Centro de Tradições Nordestinas de São Gonçalo - Severo Embaixador Nordestino, e fica aberto à população todos os dias, das 8h às 22h.

As múltiplas faces no Solar do Jambeiro


O Solar do Jambeiro apresenta, no dia 4 de março, quarta-feira, “As múltiplas faces”, como texto e direção de Regina Alves. O espetáculo apresenta três personagens e uma atriz. O texto cômico de Regina fortalece a crítica social em enquetes que descortinam personagens que poderiam ser encontrados nas esquinas de Niterói, com seus dramas e vivências.
A personagem sem nome provoca o público de uma forma diferente e deixa alguns questionamentos. É como se o espectador estivesse se olhando no espelho.




Serviço:
“As múltiplas faces”
Texto e direção: Regina Alves
Intervenções musicais: Juçara Freire e Daniel Scarmont.
Datas: 4 de março de 2020
Horário: 19h30
Local: Solar do Jambeiro
Endereço: Rua Presidente Domiciano, nº 195 – Boa Viagem – Niterói
Telefone: (21) 2109.2222
Ingresso: R$ 20
Duração: 70 min.
Lotação: 60 lugares
Classificação etária: LIVRE 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

ESPETÁCULO ABRIGO NO CENTRO CULTURAL PASCHOAL CARLOS MAGNO


O espetáculo teatral infantil “Abrigo”, apresentado pelo Veredas Coletivo Teatral,estará em temporada nos dias 29 de fevereiro, 7,14,21 e 28 de março (sempre aos sábados), às 10 horas, no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno.
Com Orientação Geral de Reinaldo Dutra e Direção Musical de Sandro Toledo, a peça conta a história e os percalços de uma família desapropriada de sua casa para a construção de uma obra pública narrada através do olhar de uma criança. Sem utilizar a língua corrente, a história é contada por meio de gestos, músicas feitas em cena pelo próprio elenco e do ‘gromelô’, uma espécie de ‘idioma’ inventado, transformando as situações mais adversas e dramáticas em suporte para o jogo, a brincadeira e a poesia, sem banalizar o seu real impacto social.
“Abrigo” é inédito e teve sua origem em uma cena curta de mesmo nome. Trata-se da primeira peça do coletivo composto por jovens atores de Niterói e fará sua estreia na cidade. Este espetáculo foi selecionado na Chamada Pública para Teatro Infantil em Novos Espaços Cênicos da Prefeitura Municipal de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas e da Fundação de Arte de Niterói – FAN.
Sinopse:
No subúrbio de uma metrópole brasileira, uma família é desapropriada de sua casa para a construção de uma obra pública. Mal indenizados, vagam pela cidade a procura de um abrigo e acabam dormindo nas ruas. Vítimas da violência urbana, retornam às ruínas do lugar que um dia foi sua morada e tentam reconstruir seus sonhos e seus desejos a partir dos escombros.


Serviço:
ABRIGO
Datas: 29 de Fevereiro, 7, 14, 21 e 28 de Março de 2020 (sábados)
Horário: 10h
Local: Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, Campo de São Bento. Entrada pela Rua Lopes Trovão – Icaraí – Niterói.
Texto: Veredas Coletivo Teatral
Orientação Geral: Reinaldo Dutra
Direção Musical: Sandro Toledo
Elenco: Aman Moraes, Bernardo Marques, Bia Ribeiro, Emiliano Fischer, Juliana Granato, Marcela Almeida e Tom Marinho.
Classificação: Livre
Entrada Franca

"Achados Criativos" na Casa das Artes


A mostra Achados Criativos – do cotidiano à arte, composta por obras do artista plástico Robson Sales, estará aberta ao público para visitação até a primeira semana de março, na Casa das Artes Villa Real, em São Gonçalo. Mais uma iniciativa da Secretaria de Turismo e Cultura (SMTC) e da Fundação de Artes, Esporte e Lazer (Faesg). A galeria fica no Centro e tem entrada gratuita.

Em “Achados Criativos”, Robson Sales se apropria do cotidiano e apresenta quadros-cenas, nos quais o artista se utiliza de objetos do dia a dia dando a eles um outro significado. Sapatos, pratos, torneiras, garrafas, enfim, artefatos do banal ganham um novo olhar, um outro espaço, passando pelo processo de ressignificação. Nascido em Pernambuco, o artista possui uma grande rede de influências. Em sua obra, procura unir conhecimentos das artes cênicas e os da representação pictórica.


A Casa das Artes fica na Rua Cel. Moreira César, s/nº, Zé Garoto, e a exposição poderá ser visitada de terça a sexta-feira, das 9h às 17; e aos sábados, das 9h às 12h. A entrada é franca e indicada a todas as idades.

Bloco Maria Sangrenta convida bandas para 4 dias de folia em Icaraí


A banda niteroiense Bloody Mary tem uma intensa agenda nesse carnaval marcada para a Praça Getúlio Vargas, em Icaraí. De 22 a 25 de fevereiro, sábado a terça-feira, a banda apresenta seu bloco Maria Sangrenta, às 18h30, trazendo em cada um dos dias, diferentes convidados para a folia. Conhecido pelo seu estilo vintage, o grupo vai levar ao público uma mistura de ritmos e gêneros musicais com sua pegada única, que atrai uma fiel legião de fãs por onde passa. O evento conta com Bar, Food trucks e DJ entre as apresentações.
As tardes festivas começam sempre às 15h com uma atração infantil. No sábado e na segunda-feira, sobem ao palco o grupo Violúdicos e no domingo e na terça-feira, será a vez do grupo Lekolé. Às 17h, quatro grupos se revezam, trazendo muita música e animação. No sábado, os convidados são o bandolinista Sergio Chiavazzoli e a cantora Cacala Carvalho; no domingo, o grupo Mulheres de Chico mostra uma releitura original do universo do grande compositor Chico Buarque de Holanda; na segunda-feira, o grupo de Samba e Pagode Bicho Solto toca grandes sucessos do Carnaval; e na terça-feira sobe ao palco a Banda JPG.
O Bloco Maria Sangrenta é um evento aprovado na Lei de Incentivo à Cultura de Niterói, que permite deduções de até 20% no IPTU e ISS para apoiar projetos culturais  



Programação
22 de fevereiro, sábado
15h - Violúdicos - infantil
17h - Sergio Chiavazzoli e Cacala Carvalho
18h30 - Bloco Maria Sangrenta

23 de fevereiro, domingo
15h - Lekolé - infantil
17h - Mulheres de Chico
18h30 - Bloco Maria Sangrenta

24 de fevereiro, segunda-feira
15h - Violúdicos - infantil
17h - Bicho Solto
18h30 - Bloco Maria Sangrenta

25 de fevereiro, terça-feira
15h - Lekolé - infantil
17h - JPG
18h30 - Bloco Maria Sangrenta


SERVIÇO
Bloody Mary com seu bloco Maria Sangrenta e convidados
Local: Praça Getúlio Vargas - Icaraí
Datas: De 22 a 25 de fevereiro
Horário: De sábado a terça-feira, a partir das 15h
EVENTO GRATUITO

DIOGO NOGUEIRA SE APRESENTA NO THEATRO MUNICIPAL DE NITERÓI

Diogo Nogueira volta ao palco do Theatro Municipal de Niterói, no dia 04 de março, quarta-feira, no projeto Clássicos do Samba, depois do sucesso que foram os shows em 2019. Dessa vez, ele contará com as participações de Zé Katimba e Inácio Rios, duas gerações da mesma família no samba.

Diogo Nogueira é cantor, compositor, apresentador, portelense, bom de bola e bom de samba.  Com 11 anos de carreira, é um dos principais nomes do cenário do samba brasileiro atual.
Artista multimídia, estreou como ator em 2015 no musical “SamBRA”, além de apresentar o programa “Samba na Gamboa” – hoje a maior audiência da TV Brasil, também exibido na TV Cultura. Comandou o programa semanal de rádio, o “Batukada Boa”, com uma roda de samba ao vivo na Rádio Transcontinental, São Paulo. Em novembro estreou nova roda de samba, desta vez no Viaduto de Madureira no Rio de Janeiro, o “Samba de Rua”, numa grande celebração às tradicionais rodas de samba, num verdadeiro “laboratório do samba”. Diogo ainda encontrou tempo para participar desta última edição do “Show dos Famosos”, no Domingão do Faustão, da TV Globo, onde interpretou artistas díspares como Beto Barbosa, Cauby Peixoto, Michael Bublé, Angela Ro Ro, Nelson Gonçalves, Ray Charles e seu pai João Nogueira, ganhando o segundo lugar.
Diogo foi, ao longo dos anos, afinando a sua pena e, sem muito alarde, emplacou quatro sambas-enredo na sua escola, a Portela, em carnavais consecutivos, todos com nota 10 dos jurados. Com mais de um milhão de cópias vendidas de seus CDs e DVDs, Diogo foi indicado ao Grammy Latino por todos os seus álbuns - prêmio que venceu por duas vezes. Sua discografia rendeu-lhe seis discos de ouro, três DVDs de ouro, dois de platina e um de platina dupla.
Filho de um dos maiores sambistas do país, o cantor e compositor João Nogueira, cresceu embalado por choros, sambas e muito batuque em cantorias promovidas em casa pelo pai com o crème de la crème da MPB e do samba. Queria ser jogador de futebol, mas uma lesão no joelho o tirou dos campos, o que o fez mudar de ideia, e a música popular brasileira ganhou um grande artilheiro.
Inácio Rios
Pertencente a nova geração do samba, o cantor e compositor Inácio Rios, 35 anos, se define como um sambista moderno que não perdeu a tradição e as raízes do samba. É Filho do compositor Zé Katimba, autor de sucessos como “Martim Cererê”, “Do Jeito Que O Rei Mandou”, “Tá Delícia, Tá Gostoso” e um dos fundadores da Imperatriz Leopoldinense. Inácio acompanhava o pai desde pequeno e com ele, aos oito anos, fez sua estreia em um CD da Sony Music que reunia os melhores sambas de enredo da Escola.
Quatro anos depois, Inácio foi convidado por Martinho da Vila a interpretar duas faixas no CD “Butiquim do Martinho” em que o destaque foi a parceria com o pai na música “Se Deus Quiser”. Ainda em 1997, com doze anos, recebeu o prêmio “Revelação da MPB”, pela Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), como cantor e compositor.
Habituado a desfilar com grandes sambas do pai na avenida, em 2005, completando dezenove anos, Inácio tornou-se um dos mais jovens campeões de samba-enredo da história do Carnaval Carioca, desfilando com seu samba na Mocidade Independente de Padre Miguel. Inácio foi músico integrante da banda do Martinho da Vila (97/98), Jorge Aragão (2010/2014) e Diogo Nogueira (2014/2016). Também ministrou aulas, seminários e workshops.
Com um grande acervo de músicas compostas por ele, e que também foram interpretadas por outros cantores como Martinho da Vila (Penetrante Olhar) e Diogo Nogueira (Samba Pros Poetas / Espelho da Alma / Razão pra sonhar "Jangadeiro" / Muito mais além / Paixão além do querer) e mais cinco canções no albúm Munduê (Andei Lá, Dança do Tempo, No pé que está, Paixão Emoldurada e Enredos Ideiais),  Revelação (Boas novas do Jardim “Joaninha”). Grupo Bom Gosto (Tudo nosso), entre outros. Seu segundo CD “Agulha de Marear” traz músicas de sua autoria com parceiros e participações especiais de Diogo Nogueira, Mart’nália e do grupo de choro Café Brasil, além da produção do Arthur Maia (in memorian) em uma das faixas.
Zé Katimba
A primeira lembrança que tem do samba é do tempo no Morro do Adeus, em Bonsucesso, quando tinha 10 anos de idade. Carregava lata d’água na cabeça. Na ida até a fonte, junto com outros meninos, se divertia batucando na lata. Ali na Zona da Leopoldina, em 1959, foi um dos fundadores do Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense. No início, era puxador de corda. Passou a ser compositor que mais ganhou sambas de enredo na escola, até hoje.
Aos 17 anos, fez uma música em homenagem ao velho João Inácio – cordelista, peão de obra e seu pai: “Conviveu com madrugada/como qualquer um de nós/Hoje, está desafinada/sem ninguém, abandonada/sem ilusões, sem amores/A viola, que foi bonita, que o braço só era fita, como qualquer um de nós”. Pura poesia, pura emoção.
Na época da ditadura militar, seu talento, junto com  Martinho da Vila – seu principal parceiro -, prestou grande contribuição à música de protesto contra as restrições democráticas. E aí escreveu: “Vamos levantar a bandeira da fé/vamos nos unir que dá jeito/e mostrar que nós temos direito/ pelo menos, à composição/para lutar pelos nossos direitos/temos que organizar um mutirão”. A música ficou censurada por uns 10 anos, até que Luiz Carlos da Vila gravou.
Com mais de 800 composições gravadas, figuram como seus parceiros, Martinho da Vila seu parceiro mais constante há mais de 40 anos, João Nogueira, João Donato, Jorge Aragão, Alceu Maia, Roque Ferreira, Preto Jóia, Toninho Geraes, Paulinho Rezende, Carlos Colla, Agepê e muitos outros.
Entre os maiores sucessos estão Martin Cererê (Zé Katimba e Gibi), O teu cabelo não nega – Só dá Lala (Zé Katimba/Gibi/Serjão), Do jeito que o rei mandou (Zé Katimba e João Nogueira), Tá delícia, tá gostoso (ZéKatimba/Alceu Maia), Minha e tua (Zé Katimba/Martinho da Vila/Alceu Maia), Recriando a criação (Zé Katimba/Martinho da Vila), entre outros.
As músicas de Katimba ganharam voz com: Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Emílio Santiago, Elimar Santos, Demônios da Garoa, João Nogueira, Agepê, Simone, Julio Iglesias, Alcione, Leci Brandão, Elza Soares, Jorge Aragão, além lógico, dele próprio.
Na década de 70, virou personagem da novela Bandeira Dois, escrita por Dias Gomes para a Rede Globo, num Katimba interpretado por ninguém menos que Grande Otelo. Seu samba Martin Cererê, tema da trama, gravado pela Som Livre, vendeu 700 mil cópias. 
Katimba continua em plena atividade poética.



SERVIÇO
Diogo Nogueira  - Projeto Clássicos do Samba
Data: 04 de março
Horário: 19 horas
Duração: 90 min
Classificação etária: Livre
Ingresso: R$ 30,00
Local: Theatro Municipal de Niterói
Endereço: Rua XV de Novembro, 35, Centro
Tel: 2620-1624

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Baile "Pro dia nascer feliz!" anima o Teatro Popular Oscar Niemeyer


A programação de Carnaval do Teatro Popular Oscar Niemeyer, em parceria com o Caminho Niemeyer, só cresce! No dia 14 de fevereiro, a partir das 19h, o baile "Pro dia nascer feliz!" é o rolê certo para os foliões adeptos do exagero. Entrada gratuita ou 1kg de alimento não perecível.

O bloco niteroiense Batuquebato – que tem tradição de mais de oito anos – abre o evento em grande estilo, com muito samba e diversos gêneros afro-brasileiros e latinos. O grande anfitrião da noite faz parte da programação oficial do Carnaval do Rio de Janeiro e promete uma noite de muita energia positiva, muita cor e muito brilho.

Em seguida, o bloco Exagerado, a convite do Batuquebato, traz versões das músicas de Cazuza em ritmo de folia para os amantes de um dos maiores poetas do rock nacional e exímio carioca. Tendo sido criado em 2016 e com a bênção de Lucinha Araújo (mãe de Cazuza), o Exagerado levou multidões ao Arco do Teles, além de já ter chegado a São Paulo e a Belo Horizonte.

O baile "Pro dia nascer feliz!” já surge oferecendo uma perfeita mistura brasileira de toda riqueza musical, abraçando públicos variados para uma festa cheia de pluralidade e alegria.



Serviço
“Pro dia nascer feliz!”
Data: 14 de fevereiro
Horário: a partir das 19h
Entrada gratuita (ou 1kg de alimento não perecível)
Classificação livre
Local: Teatro Popular Oscar Niemeyer
Endereço: Av. Jornalista Rogério Coelho Neto, s/n, Caminho Niemeyer. Centro, Niterói – RJ
Telefone: 2620-6101