quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Projeto SER ÂMICA: arteterapia e ação sociocultural como antídoto à violência


Em nosso trabalho para oferecer educação e suporte especializado a quem busca crescer como profissional e Ser Humano, entre outras premissas que definimos quando iniciamos, foi o de agregar real valor social para além dos participantes: alunos, instrutores, mentores e nós mesmos.
É uma necessidade pulsante que sabíamos, ainda antes das primeiras reuniões, precisava ser moldada e mais do que isso, ser vivida como sinergia real, muito além do que cada um de nós já havia feito e contribuído até então.
Como já conhecíamos a fabulosa, carinhosa e dedicada artista plástica que coordena tudo e todos dentro do projeto Ser Âmica: A Modelagem de Um Novo Amanhã,um papo rápido via whatsapp foi suficiente para que ela aceitasse. E, com alegria e vibração recíprocas, assumimos o compromisso de contribuir, ao repassar parte do investimento de cada pessoa que escolher qualquer um dos trabalhos profissionais aqui oferecidos.

O principal foco do projeto Ser Âmica é o intuito de trabalhar integralmente com o suporte da cerâmica para promover o resgate e a transformação de Vida de adolescentes – entre 7 e 18 anos – em situação de vulnerabilidade social.
Ela começou cedo, ainda quando estava na faculdade de artes plásticas, em 1996 e até aqui – 2018 – já foram mais de 2.080 alunos a ter contato com o barro.  Como ela mesma declara:
¨Abri-me ao barro para ser remodelada em corpo e alma por ceramistas aprendizes que surgem diariamente diante de mim. Estes jovens aprendizes sentem o amor que emito e o devolvem um amor maior. O resultado? Obras primas que palavras jamais poderão mensurar, simbolizadas nas produções, gestual e transformações de cada um.¨ 
Aqui não há pretensão de tornar estes jovens atendidos em ceramistas profissionais.
E sim, possibilitar aos atendidos um reencontro de si no resgate da autoestima e do autoconhecimento.
A proposta de realizar um projeto de foco social com toda a estrutura de um ateliê de cerâmica profissional é possível em virtude do fomento oferecido por meio das leis de incentivos fiscais.
Ao atuar com a proposta de oferecer um trabalho com cerâmica 100% gratuito nos atendimentos, é necessário obter recursos para aquisição de matérias primas, uma vez que os custos dos materiais são dispendiosos. Além disso, é preciso considerar a parte de recursos humanos que o projeto absorve e o lanche servido aos adolescentes, uma vez que a refeição que ali faziam é o principal motivador de muitos para entrada e permanência nas atividades propostas.

Portanto as contribuições, sejam estas em formato de doações individuais – como você – e, por meio de incentivos fiscais – empresas – visam disponibilizar aos participantes três principais componentes:
No Brasil, existem leis federais, estaduais e municipais cuja forma de aplicação nos transforma no único país do mundo a abater 100% do imposto devido ao governo.
Nos outros 114 países, as empresas precisam entrar com uma contrapartida e os abatimentos são inferidos sobre os impostos com cálculos diferentes dos feitos em território nacional.
Em virtude das vantagens encontradas nas leis de incentivos, muitas empresas já adotaram seu uso em suas políticas. É uma forma de promover ações de marketing e responsabilidade social sem precisar dispender do caixa com recursos que podem ser empregados em outros setores ou ações.
estrutura se dá por meio da aquisição de equipamentos (que devem ser doados e, no caso do Ser Âmica, já estão direcionados ao Instituto Movere), materiaisassessoria jurídica e contábil (todo projeto precisa de um contador para assinar a prestação de contas), contratação de recursos humanosmão de obra e material gráfico para divulgação.
Todos os equipamentos existentes no ateliê do Ser Âmica, por exemplo, foram adquiridos com os recursos concedidos pela empresa Lua Nova Alimentos Ltda. – PANCO.
A primeira etapa do projeto teve o apoio da empresa Gerdau, que optou por não dar continuidade ao patrocínio. A PANCO enxergou no projeto Ser Âmica uma forte ferramenta de transformação social através da arte e apoia desde 2011.
Além do resgate da autoestima e do autoconhecimento, o contato e o manuseio com o barro, é capaz de revelar questões afetivas profundas através da relação com o inconsciente. 
Por ser um material vital e que fez emergir a liberação de emoções através da modelagem, promove, em trabalhos tanto pontuais como contínuos, despertar comportamentos ansiosos, eufóricos, de raiva ou ira para transmutá-los em calma, serenidade, disciplina, compreensão e reconhecimento de si.
Pode-se observar que, após os processo criativo vivenciado nas oficinas, há uma construção e um pensar diferente sobre a obra que será modelada.

A peça de cerâmica não é apenas a peça, mas eles, os participantes, como peças se modelam.

Se você sentiu, assim como nós, que o projeto Ser Âmica: A Modelagem de Um Novo Amanhã, é um valioso diamante social e, gerador daquela motivação extra, que nos resgata e impulsiona, quando momentos de desânimo surgem, eis como contribuir agora:
·         Empresas: procure a coordenadora pelo email projetoseramica@gmail.com
·         Pessoas físicas: acesse o website do projeto e faça sua doação https://seramica.com.br/doar/
·         Alunos: se inscreva em nossas capacitações
·         Busca de mentoria: solicite um de nossos serviços


Contribua para que o Ser Âmica possa brilhar todos os dias e cada dia mais.

Fonte: www,fatorsyn.com.br

Bazar beneficente pelos animais


No próximo sábado entre 10h e 16h, o Centro Cultural Joaquim Lavoura (Lavourão) vai receber o Bazar Beneficente em prol da causa animal. Serão vendidas peças de roupas com valores entre R$ 5 e R$ 20. A iniciativa tem o apoio da Secretaria de Turismo e Cultura (SMTC) e da Fundação de Artes, Esporte e Lazer de São Gonçalo (FAESG). O evento será aberto ao público e tem classificação etária livre.

Segundo os organizadores, a rede de proteção animal é grande e necessita de contribuições frequentemente. Iniciativas como este bazar ajudam a levantar fundos para a compra de remédios para tratamentos de doenças, ração e outros itens indispensáveis para os animais.



O Centro Cultural Joaquim Lavoura (Lavourão) fica na Avenida Presidente Kennedy, 721, Estrela do Norte, em São Gonçalo, e oferece fácil acesso, com praticamente todas as linhas de ônibus passando em frente.

Programação imperdível no Lavourão



Nos dias 22, 27, 28 e 30 de novembro, o Projeto Benjamin / Enegrecer vai promover uma série de atividades socioculturais em prol do Mês da Consciência Negra, no Centro Cultural Joaquim Lavoura (Lavourão). A iniciativa tem o apoio da Secretaria de Turismo e Cultura (SMTC) e da Fundação de Artes, Esporte e Lazer de São Gonçalo (FAESG). Todos os dias do evento terão ingresso gratuito e a classificação etária é livre.

No dia 22/11, às 18h, será realizada solenidade entre coletivos culturais e artistas de São Gonçalo, casas legislativas e executivas, e demais convidados. Agentes culturais receberão moções de aplausos da Comissão de Cultura da Câmara Municipal de São Gonçalo (CMSG).

Na semana seguinte, dia 27/11, a partir das 17h, o Cine Debate vai apresentar o longa-metragem “Proteção”, produzido pelo “Coletivo Ponte Cultural”. A programação também inclui espetáculo do “Projeto Benjamin”, desenvolvido pelo coletivo “Axé pela Democracia”, com o apoio do Conselho de Igualdade Racial de São Gonçalo.

O projeto consiste em reflexões, que dão origem a novos espetáculos, sobre a figura do artista Benjamin de Oliveira, primeiro palhaço negro, que atingiu o auge da carreira no início do século XX.

“Ele (Benjamin de Oliveira) fugiu do racismo e da escravidão desde a infância. E continuou fugindo. O circo era a forma dele expandir sua arte e ao mesmo tempo fugir da realidade cruel que vivia naquela época. Essa fuga devido à desigualdade e ao racismo ainda existe atualmente”, avalia Luís Backer, produtor cultural, dirigente do “Coletivo Axé pela Democracia”, e secretário do Conselho de Igualdade Racial de São Gonçalo.

Encerrando o dia 27, uma roda de conversa vai discutir os conteúdos apresentados, assim como outras questões ligadas ao Mês da Consciência Negra.

No penúltimo dia (28/11), às 14h, será a vez do “Piquenique Antirracista”, que vai contar com o “Coletivo África em Nós”, atuante no combate ao racismo e à violência contra a criança, além de oficinas artísticas, contação de histórias, e vivências em cultura popular afro-brasileira, com Ivy Brum e Victor Garcia.

O Projeto Benjamin / Enegrecer – Mês da Consciência Negra termina no dia 30/11, a partir das 15h, quando será realizada a quinta edição – a primeira na cidade – do consolidado Sarau Oriki, com a proposta de abrir espaço para uma grande ocupação artística, com performances, músicas e artes visuais durante todo o dia.

Também vai ter roda de conversa discutindo a temática sobre fuga de território/racismo, entre outros assuntos. Na programação estão confirmadas as presenças de Kelson Succi, performer do clipe Blues Man, do rapper Baco Exú do Blues, premiado com o Prêmio Cannes em 2019; Lu Coelho, figurinista do clipe Amarelo, do também rapper Emicida; e Luana Arah, atriz do filme “Coroação”, e também com passagens pela televisão.

Durante o Sarau, o artista gonçalense “Mulambo” produzirá uma obra de arte em tempo real. Em evidência no cenário das artes, Mulambo tem suas obras expostas em espaços como o Museu de Arte do Rio (MAR); Centro de Artes da Universidade Federal Fluminense (UFF), entre outros lugares.



O Centro Cultural Joaquim Lavoura (Lavourão) fica na Avenida Presidente Kennedy, 721, Estrela do Norte, em São Gonçalo, e oferece fácil acesso, com praticamente todas as linhas de ônibus passando em frente.


Melim se apresenta na Praia de São Francisco


Natural de Niterói, a Melim vai mostrar composições do seu primeiro EP, inspirado em Surf music, reggae e pop, no dia 23 de novembro, sábado, às 19h, no show em comemoração aos 446 anos de Niterói, na praia de São Francisco.
Os irmãos Diogo, Rodrigo e Gabi cantam, entre outras, ‘Meu abrigo’, ‘Transmissão de pensamento’ e ‘Ouvi dizer’. Com mais de um milhão de fãs na internet.
Semifinalistas da terceira edição do Programa SuperStar, da Rede Globo, os irmãos Melim são compositores de mão cheia e já tiveram músicas gravadas por grandes artistas como Ivete Sangalo, Luan Santana, a dupla Jorge e Mateus, entre outros. Muito ativos nas redes sociais, o trio viu os clipes das canções ‘Meu Abrigo’ e ‘Avião de Papel’ baterem a marca de 1 milhão de visualizações, cada. 

O som da banda é uma mistura de influências de cada um dos irmãos, como o Pop, Surf music, R&B, Reaggae, Jazz e MPB. Apesar de terem anos na estrada em carreiras solo, foi apenas na Festa Nacional da Música de 2015, em canela, que, dividindo o palco, sentiram que juntos a química era mais forte e decidiram trabalhar em conjunto, em família. 

Gabi, a caçula, é cantora e compositora. Começou sua carreira solo ainda aos 15 anos e no ano seguinte já lançava o CD "Tipo Brasileiro", com composições próprias e de outros compositores, como João Donato, Arlindo Cruz e Carlos Colla. O trabalho contou com as participações especiais do próprio João Donato, Rildo Hora e Marcelo D2. 

Os gêmeos Rodrigo e Diogo são multi-instrumentistas, cantores e compositores. Desde muito cedo se dedicaram a aulas de canto e instrumentos diversos, como violão, bateria, gaita, piano e acordeom. Ainda na escola, formaram uma banda, com a qual percorreram diversos palcos da cena Rio e Niterói, antes de se unirem à irmã mais nova, para formar a banda Melim.


Serviço:
Melim
Abertura às 19h
Data: 23 de novembro, sábado
Horário: 20h
Local: Praia de São Francisco

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Taryn é a atração desta semana do projeto Arte na Rua Jazz e Blues em Itaipu


Nascida em um berço musical, há duas décadas a cantora e atriz Taryn vem se aprofundando e se dedicando à tradição do Jazz & Blues e suas vertentes como Soul e Rock Clássico. E é essa cena que o projeto Arte na Rua Jazz e Blues leva para Itaipu, nesta quinta-feira, 21, às 20h. Taryn traz em seus espetáculos uma performance vocal vigorosa influenciada pelas grandes divas do Jazz & Blues aliada à estética das atrizes do cinema clássico de Hollywood das décadas de 40 e 50. Em parceria com o Bar da Máfia, o evento é gratuito.


Vocalista e diretora artística da Big Band Rio Jazz Orchestra, com quem gravou dois CDs e um DVD, Taryn estrelou o aclamado espetáculo "Tributo à Billie Holiday" recebendo excelente crítica de público e de especialistas. Na Big Band, interpreta arranjos sofisticados que vão desde as raízes do Jazz até a Bossa Nova, repertório que consagrou a Orquestra fundada há 4 décadas pelo seu pai, o maestro Marcos Szpilman.



Em 2014 Taryn dublou e cantou no sucesso cinematográfico da Disney "Frozen - Uma aventura congelante", interpretando a protagonista Elsa. O musical se tornou a maior animação da história, recordista de bilheteria no Brasil e no mundo, vencedor do Oscar 2014 como longa de animação e canção original, com o tema "Let it Go" ("Livre Estou"), interpretado por ela oficialmente no Brasil.



Taryn gravou 4 CDs solo, destacando-se "The Jazz Lady Sings the Blues Volume III", que em 2015 encerrou uma trilogia dedicada à história do Blues desde os anos 30 até os anos 60, com standards que fazem parte de seu repertório até hoje. Em seu mais recente trabalho, "Nouveau Vintage Café" (2016), a cantora conseguiu uma alquimia especial, e tem entre seus convidados desde jazzistas americanos a exímios sambistas brasileiros, flertando com tendências contemporâneas como o trip hop e electro swing, além de celebrar canções do blues de raiz.



Taryn é citada por Roberto Menescal, como a cantora de maior emissão vocal do Brasil, por Jô Soares como a melhor interpretação de Billie Holiday que ele já viu, além de colecionar inúmeros elogios da crítica especializada.





SERVIÇO
Arte na Rua Jazz e Blues comTaryn
Data: 21 de novembro, quinta-feira
Horário: 20h
Local: Bar do Máfia
Estrada Francisco da Cruz Nunes, 9777 - Itaipu, Niterói
EVENTO GRATUITO

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Um tributo a Arthur Maia fecha a programação do Aniversário de Niterói


Com as participações especiais de Gilberto Gil, Mart'nalia, Claudio Zoli e do guitarrista americano Stanley Jordan, o palco montado na Praia de São Francisco recebe, neste domingo, 24 de novembro, às 20h, o espetáculo "Arthur o Gigante", um tributo a Arthur Maia, um dos maiores baixistas do Brasil, que nos deixou em 2018. O evento é gratuito.


Parceiros de vida e de música como Beth Bruno, Nando Chagas, Claudio Infante, Renato Rocketh, Fabio Lessa, Fernando Caneca, Michel Barcelos e Zé Luiz Maia completam o elenco de artistas que prestará homenagem ao músico de tantas festivais, shows e gravações. Dono de um estúdio de gravação em Niterói, Maia produziu inúmeros artistas ao longo dos anos, criando uma rede musical de amigos que o acompanhou por toda a vida.



A direção musical do show fica por conta de Marcelo Martins e Sergio Chiavazzoli. Uma banda formada por Felipe Martins (bateria), Michael Pipoquinha (baixo), Luiz Otávio (teclados), Ticão Freitas (guitarra), Sergio Chiavazzoli (guitarra e bandolim), Leonardo Reis (percussão), Marcelo Martins (sax e flauta), Bruno Santos (trompete) e Aldivas Ayres (trombone) acompanhará os convidados em suas participações.



Arthur Maia



Carioca, mas niteroiense por adoção, Arthur Maia iniciou sua carreira tocando bateria, até ganhar seu primeiro baixo elétrico, aos 17 anos. Os graves já corriam nas veias, já que o artista é sobrinho do grande baixista Luizão Maia, com quem aprendeu as primeiras técnicas no baixo, e de quem herdou a sensibilidade que desenvolveu ao tocar esse instrumento.



No cenário nacional, seu nome sempre foi prioridade nas bandas de renome do país, tendo tocado ao lado de Ivan Lins, Luiz Melodia e Márcio Montarroyos, os quais Arthur acompanhou a partir de 1976. Entre os diversos grupos de música instrumental que integrou, destacam-se "Garage", "Varanda", "Pulsar" e a "Banda Black Rio". Seu jeito particular de fazer música levou o artista também ao cenário internacional, quando trabalhou com Ernie Watts, Sheila E., Pat Metheny, Carlos Santana e George Benson. Mais tarde, Arthur integrou uma vertente mais pop, fundando a banda "Egotrip". Mas foi o grupo “Cama de Gato”, com um som mais voltado para o jazz, do qual Arthur fez parte como baixista, que deu especial impulso à sua carreira.



Seu primeiro disco solo, "Maia", foi gravado em 1991, e lançado no Brasil e na Europa, com significativa aceitação de mercado. Um ano depois, recebeu o Prêmio Sharp como revelação instrumental. Seu segundo CD, o “Sonora”, foi lançado em show no Canecão, em 1996, com lotação esgotada e consagração da crítica, que possibilitou a gravação do especial “Na Corte do Rei Arthur”, para o SBTVE e, a seguir, a apresentação do músico em seis países europeus, nos Estados Unidos e no Japão. Já em 1999, Arthur lançou, pelo selo Niterói Discos, o CD “Arthur Maia e Hiram Bullok ao Vivo”.



Em 2002, também pelo Selo Niterói Discos, Arthur Maia gravou o álbum “Planeta Música”, que contou com a participação de Paquito D’Rivera, Mike Stern, Marcos Suzano e outros artistas consagrados.  



Ao longo dos anos, além de dedicar-se ao trabalho solo, Arthur trabalhou ainda com nomes como Caetano Veloso, Djavan, João Bosco, Lulu Santos, Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Plácido Domingos, Ricardo Silveira e Gilberto Gil. Em 2015, o artista dedicou-se à gravação do DVD "O Tempo e a Música", no Centro de Artes da UFF, ao lado de artistas como Mart’nália, Seu Jorge e Ivan Lins (esse álbum foi lançado pelo Selo Niterói Discos, em 2010).



Arthur Maia faleceu em 15 de dezembro de 2018, aos 58 anos, deixando órfãos uma legião de amigos e fãs. A partir de 2013, passou a atuar diretamente no segmento político, como Secretário de Cultura de Niterói, na gestão do prefeito Rodrigo Neves. Nada mais justo então, que a Prefeitura da cidade programasse para fechar as comemorações dos 446 anos de Niterói, um tributo a um de seus maiores artistas.






SERVIÇO
Arthur o Gigante - Tributo a Arthur Maia
Data: 24 de novembro, domingo
Horário: 20h
Local: Praia de São Francisco
EVENTO GRATUITO

Companhia de Ballet da Cidade de Niterói e mostra MovimentAções no dia do aniversário de Niterói


A dança contemporânea vai tomar conta da praia de São Francisco, no dia 22 de novembro, data do aniversário de Niterói. A Companhia de Ballet da Cidade de Niterói vai subir ao palco, às 19h, e apresentar uma versão reduzida do balé ‘Modo Sleep’. Inspirada no conto “A Bela Adormecida”, a montagem tem coreografia assinada por Alex Soares e traz para o universo da dança contemporânea uma versão moderna da clássica história da jovem princesa.

“Em Modo Sleep, focamos em quebrar o roteiro guiado pelos enredos e manter os fragmentos como um visor para o nosso próprio tempo”, conta o coreógrafo Alex Soares.

De acordo com Soares, o espetáculo tem como objetivo fazer uma reflexão sobre as acomodações e movimentos cíclicos do dia a dia e o que pode ser feito para romper com atitudes e conceitos engessados.

“Através de uma reformulação do trabalho clássico e canônico de ‘A Bela Adormecida’, busquei explorar a profundidade e o alcance de nossas emoções mais essenciais e básicas: amor, inveja, aceitação, rejeição e preconceitos. Pensamentos e convicções engessadas que estão ‘adormecidos’ a espera de um beijo, o beijo do despertar”, ressalta Alex.

Na ocasião, também haverá a mostra de dança “MovimentAções”, com os grupos e escolas: EkeepMovin, Paradoxo Cia de Dança, Soulflowers, Caetano Cia de Dança, Diversity, Wolfcrew, Arte de Dançar, Ballet Arte dos Pés, Centro de Dança de Niterói, Cia. de Dança Elizete Mascarenhas, Dupuy Studio de Dança e Expressão, Fernanda Vieira Studio de Dança, Gustavo Loivoz Dança de Salão, Myriam Camargo Escola de Dança, Maria Flor Studio de Dança e Nicia Menezes Dança & Cia.


 SERVIÇO
Companhia de Ballet da Cidade de Niterói – com o espetáculo Modo Sleep e mostra de dança MovimentAções
Data: 22 de novembro, sexta
Local: Praia de São Francisco
Horário: a partir das 19h

Cine Jazz comemora 9 Anos com Jam Session em homenagem a Art Blakey




O Solar do Jambeiro recebe nesta terça, 26 de novembro, às 19h, a Jam Session de aniversário de 9 anos do projeto Cine Jazz, com uma homenagem ao baterista norte-americano Art Blakey, que junto com Kenny Clarke e Max Roach, foi um dos inventores do estilo bebop na bateria. O filme a ser exibido traz uma apresentação no programa Jazz 625 da BBC de Londres, gravado em 1965. O musico convidado da noite é o baterista Cláudio Félix. A entrada é gratuita.



Art Blakey começou a carreira com o pianista Errol Gardner e se tornou pupilo do lendário baterista Chick Webb, o que serviu de grande aprendizado para ele. Passou alguns anos em turnê ao lado de vários artistas famosos, como Charlie Parker e Sarah Vaughn. Em 1937 formou sua própria banda, os Jazz Messengers junto com a pianista Mary Lou Williams. Com os Jazz Messengers, Art tornou-se conhecido e revelou para o mundo músicos importantes como os saxofonistas Wayne Shorter e Benny Golson e os trompetistas Clifford Brown, Lee Morgan, Freddie Hubbard e Wynton Marsalis. Art fez incessantes turnês ao longo dos anos com os Jazz Messengers até sua morte em 1990.



O baterista Cláudio Félix tem em seu currículo trabalhos com o a cantora Diane Reeves e os guitarristas, Romero Lubambo, Hélio Delmiro e Heitor TP. A Jam Session contará ainda com participações especiais dos cantores Marcos Hasselmann e Giovana Adoración, além do baterista Pascoal Meirelles.
O Cine Jazz é uma realização da Secretaria das Culturas de Niterói / FAN, com curadoria de Paulo Renato Rocha.




SERVIÇO
Cine Jazz homenageia o baterista Art Blakey
Artista convidado: Cláudio Félix
Data: 26 de novembro, terça-feira
Horário: 19h
Classificação indicativa: 14 anos
Local: Solar do Jambeiro
Endereço: Rua Presidente Domiciano, 195 – Boa Viagem, Niterói
Telefones: 2109-2222 / 2109-2223
ENTRADA GRATUITA

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Chico Batera recebe convidados na Sala Nelson Pereira dos Santos



Depois de participar da turnê "Caravanas" com Chico Buarque em 75 shows, no Brasil e em Portugal, o instrumentista Chico Batera volta a Niterói, retomando seu trabalho solo. Nesta quinta-fera, 21 de novembro, Batera se prepara para festejar o aniversário da cidade que o adotou há 30 anos, realizando um show em sua homenagem, na recém-inaugurada Sala Nelson Pereira dos Santos, no Centro Petrobras de Cinema.

No show, Batera faz um passeio por composições de grandes nomes da música de Niterói, com direito a homenagens a Arthur Maia, Silveirinha, Marcio Proença entre outros. O músico também presta reverência ao Le Petit Paris, lendário bar localizado bem ao lado do Cine Icaraí, em Niterói, onde esse carioca de Madureira, com apenas 17 anos de idade, começou a tocar Bossa Nova ao lado dos também niteroienses Sergio Mendes e Tião Neto. O trio, no início dos anos 1960, movimentava uma concorrida ponte musical, ligando o Le Petit Paris e o Beco das Garrafas.

Trazendo também no repertório composições próprias como "Quem Me Ensinou, Sabia", uma homenagem ao Mestre Marçal, e "Santeria", uma parceria com Paulo Cesar Pinheiro, Batera será acompanhado pelo seu trio formado pelo pianista Marcos Nimrichter e pelo baixista Jeff Lescowich, além dos convidados, o saxofonista Jorge Continentino, e o percussionista Felipe Tauil. Na etapa final da apresentação, cerca de 20 ritmistas e passistas mirins do projeto Semente, sob a batuta do professor Bebeto Sorriso, vão se juntar ao instrumentista. Para animar o baile, quatro casais de passistas mirins prometem fazer a plateia dançar.

Sobre Chico Batera

Nascido em 1943, filho de uma pianista, Chico Batera teve seu primeiro contato com a percussão na Império Serrano. Aos 17 anos tornou-se músico profissional, tocando nos shows de Carlos Machado, "O Rei da Noite", na então badalada boate Night and Day, na Cinelândia, e no famoso Beco das Garrafas, em Copacabana. Com o sucesso da música brasileira no Carnegie Hall, em Nova York, Chico foi para os Estados Unidos acompanhando Sérgio Mendes em missão cultural apoiada pelo Itamaraty. Ao fim da temporada, permaneceu no país morando numa comunidade hispânica, o que permitia o convívio com cubanos e porto-riquenhos.

A riquíssima troca de informações desse período, que lhe rendeu encontros com Tito Puente e Armando Perazza, despertou sua paixão por ritmos latinos. Embalado pela confluência singular entre jazz, música brasileira e latina, estudou na Berklee School of Music e teve aulas particulares com Joe Porcaro, além de participar de intercâmbios culturais no Los Angeles City College.

"Tive muita sorte de poder, desde muito garoto, ver em ação bateristas como Milton Banana, Dom Um Romão e Edson Machado. Foram três grandes escolas que me deram a base da bossa nova, samba e samba-jazz. Com apenas dois anos de instrumento, já tocava na boate mais chique do Rio e dava canja no Beco das Garrafas", relembra o artista.

Chico Batera se destacou pela riqueza e diversidade rítmicas e tocou com grandes maestros como Michel Legrand, Henry Mancini e Dave Grusin. Acompanhou artistas da importância de Tom Jobim, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald e The Doors. Na década de 70, gravou com João Gilberto, no México. De volta ao Brasil, ministrou cursos de percussão na Pró-arte e no Centro Musical Antônio Adolfo.

Nas décadas de 70 e 80, foi o percussionista que mais gravou no país. Dentre os artistas que acompanhou, estão Elis Regina, Martinho da Vila, Gal Costa, Simone, Djavan, João Bosco e Fagner. Esteve presente em trabalhos instrumentais com Wagner Tiso, Vitor Biglione, Lee Ritenour e há mais de 30 anos acompanha Chico Buarque, tendo coproduzido o álbum de 1989, que leva o nome do compositor e inclui o grande sucesso "Vai Passar".

Sobre a Sala Nelson Pereira dos Santos:

O cineasta Nelson Pereira dos Santos – um dos maiores nomes da sétima arte do país e fundador do curso de graduação em cinema da UFF – dá nome a Sala Multiuso que foi inaugurada pela Prefeitura de Niterói, no último dia 30 de setembro, no Centro Petrobras de Cinema, localizado no bairro de São Domingos. Instalado na estrutura que se assemelha a um rolo de filme, projeto do gênio da arquitetura Oscar Niemeyer, o equipamento é o maior auditório público da cidade – com 491 lugares –, munido com o que há de mais moderno em tecnologia de som, luz e projeção audiovisual – um espaço multiuso para apresentações de música, teatro, dança e cinema, além de funcionar como centro de convenções.



SERVIÇO
Chico batera e Convidados
Data: 21 de novembro, quinta-feira
Horário: 20h
Capacidade: 491 lugares
Classificação indicativa: Livre
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) | R$ 10,00 (meia)
Local: Sala Nelson Pereira dos Santos
Endereço: Avenida Visconde do Rio Branco, 880 – São Domingos - Niterói

CANAIS OFICIAIS DE VENDAS:
Pontos de Venda: bilheteria da Sala Nelson Pereira dos Santos
Chocolates Brasil Cacau - Niterói - seg - sex 9h às 19h
R. da Conceição, 101 - Centro