quarta-feira, 4 de abril de 2012

Orientações para a compra do pescado para o almoço da Semana Santa


Data de reunir a família, a Semana Santa é a época em que o grande banquete volta a ser a atração. Porém, cada quitute da celebração deve ser pensado com cautela para evitar a contaminação ou a deterioração dos alimentos.
E, para isso, a médica veterinária especializada em bacteriologia Cynthia Rubião dá orientações que devem ser seguidas pelo consumidor em etapas que vão desde a escolha dos produtos ao aproveitamento das chamadas sobras. “Um peixe mal conservado (numa temperatura inadequadamente alta) pode ter a produção de histamina, substância que causa até choque anafilático na pessoa que consumir”, ressalta Cynthia, que é diretora técnica da consultoria em Segurança de Alimentos BioSafe.
Além dos frutos do mar, o arroz e macarrão também requerem cuidados. “Depois de preparados, não se pode deixar esses alimentos (feitos a base de cereais) fora da geladeira por um longo tempo (de um dia para o outro, por exemplo), porque há risco de desenvolvimento de microrganismos e de produção de toxinas prejudiciais à saúde”, alerta a veterinária.
Na hora da compra, deve seguir dicas básicas fundamental para um almoço seguro e sem problemas de indisposição estomacal entre os familiares. Como regra geral, o consumidor deve ir do local das compras direto à casa. “Se possível, transporte os frutos do mar em isopor com gelo. É o mais seguro”, indica Cynthia Rubião.
Itens refrigerados ou congelados devem ser comprados por último no supermercado e devem ser os primeiros a serem guardados no frio em casa. E o consumidor deve estar atento para a conservação no mercado. Os frutos do mar, por exemplo, devem estar imersos no gelo.
Na hora de escolher para compra, atenção aos detalhes: no caso dos camarões, você deve comprar aqueles que estão as cascas bem presas à carne, quando crus, e com bons aspectos sensoriais (como cheiro e cor). As ostras, principalmente, devem estar bem aderidas à concha e com cheiro de mar.
Já os peixes necessitam de uma análise das escamas, para excluir do carrinho os pescados que soltem resíduos ao pressionar a superfície. Opte por peças inteiras, para a cabeça e vísceras dos pescados serem retiradas em casa. “Quanto menos fatiado for o peixe, menor exposição do produto à contaminação e mais fácil será sua análise. Não esquecer de reparar se os olhos têm brilho e não há pontos esbranquiçados”, reforça.
Já em casa, a organização da mesa também conta para auxiliar no trabalho de prevenção. No caso dos frutos do mar, que são uns dos itens que mais causam alergias (que podem até levar à morte), sinalize os ingredientes da receita para evitar problemas de intoxicação. Os pegadores também não podem ser esquecidos. Cada prato servido deveter o seu próprio pegador exclusivo, não podendo ser usado emoutros alimentos para evitar o fluxo de agentes contaminantes de umalimento a outro.


Cuidados com o peixe na Semana Santa (divulgação)


Especialização no assunto: Para orientar profissionais da área de gastronomia e produção de alimentos, a BioSafe promove, em maio, o curso "Segurança do Alimento Pescado", que terá aulas ministradas pelas professoras e médicas veterinárias Eliana Mesquita e Flávia Calixto.
Para mais informações, a empresa disponibiliza o telefone (21) 3153-2020.